Investigações oficiais apontam que é falso o relato da sul-africana Gosiame Sithole de que ela teria dado à luz dez bebês no início deste mês. As informações são da BBC.
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De acordo com a reportagem, nenhum hospital da província de Gauteng, no norte da África do Sul, possui registros desses nascimentos, e exames médicos afastam a possibilidade de que a mulher tenha estado grávida recentemente, de acordo com o governo local.
Sithola, de 37 anos, está detida sob a legislação para custódia de pessoas com distúrbios na saúde mental. A nota do governo de Gauteng não diz as possíveis razões para ela ter inventado a história.
No começo do mês, foi divulgado que ela teria batido o recorde mundial ao dar à luz esses dez bebês. De acordo com o jornal The Sun, o pai dos supostos bebês, Teboho Tsotetsi, teria contado à imprensa local que seriam sete meninos e três meninas, e que Sithole estava grávida há sete meses e sete dias.
Sithole, que é mãe de gêmeos de seis anos, morava com seu parceiro em Thembisa, um município perto de Joanesburgo. Após a notícia do suposto nascimento dos bebês, o casal teria começado a receber doações, incluindo 1 milhão de rands (cerca de R$ 350 mil) do presidente do IOL, grupo de comunicação responsável pelo site Pretoria News, que divulgou pela primeira vez sua história.
Um mês antes do suposto parto, o casal foi entrevistado pelo site em sua casa e Sithole dizia estar esperando por oito bebês. Quando a notícia do parto foi dada, o pai das crianças teria dito que foram surpreendidos por dois bebês a mais no nascimento.
A reportagem usou apenas Tsotetsi como fonte e não buscou informações do hospital onde ela supostamente teria dado à luz, o que teria gerado suspeitas sobre a história. Dias após o parto, o marido de Sithole relatou o desaparecimento dela e pediu às pessoas que parassem de fazer doações.
Segundo a BBC, assistentes sociais conseguiram rastrear a mulher e ela foi encaminhada a um hospital para exames na última sexta-feira (18).
O editor responsável pela reportagem sobre o falso parto de dez bebês se desculpou com o grupo IOL pelo “dano à sua reputação”, e disse que deveria ter tratado a história mais como uma investigação do que como uma história simpática.