O Curdistão iraquiano pediu às autoridades federais em Bagdá que detenham os ataques diários com drones realizados por grupos armados pró-Irã contra a região autônoma, onde tropas americanas estão estacionadas como parte da coalizão internacional anti-jihadista, disse à AFP um alto funcionário curdo.
O vice-primeiro-ministro da região autônoma do norte, Qubad Talabani, atribuiu os ataques “persistentes” com drones, que visam conselheiros militares americanos, ao que chamou de “milícias extremistas” que operam a partir do Iraque.
“Já levantamos essa questão com o governo federal diversas vezes”, disse. “Pedimos que se envolvam para impedir que esses grupos ataquem a região do Curdistão”, acrescentou, afirmando ainda que Bagdá se comprometeu a cessar os ataques.
Talabani também afirmou que os Estados Unidos não armam os grupos da oposição curda iraniana exilados na região autônoma e reiterou que seu governo se opõe à entrada desses movimentos na guerra contra o Irã.
“Não permitiremos isso”, advertiu ele, acrescentando que esses movimentos, exilados há décadas no Iraque, “geralmente agiram com responsabilidade”.
No passado, o Irã os acusou de cruzar a fronteira para atacar suas forças ou fomentar uma revolta em suas regiões curdas.
Um acordo de segurança entre Teerã e seus vizinhos iraquianos permitiu uma trégua, mas a guerra no Oriente Médio reacendeu as tensões.
Opositores curdos iranianos foram bombardeados novamente por Teerã.
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