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Autoridades americanas rejeitam construção de oleoduto polêmico em Dakota do Norte

Autoridades americanas rejeitam construção de oleoduto polêmico em Dakota do Norte

(Setembro) Protesto em Cannon Ball contra o oleoduto - AFP/Arquivos

O corpo de engenheiros dos Estados Unidos anunciou neste domingo seu rechaço à construção de um oleoduto polêmico no estado de Dakota do Norte, uma grande vitória para os povos nativos e as organizações ambientalistas, que protestavam há semanas contra o projeto.

O oleoduto atravessaria o rio Missouri e o lago artificial Oahe, fontes de água potável para a tribo sioux da reserva indígena de Standing Rock.

“É claro que se deve trabalhar mais na definição do projeto”, disse o subsecretário de obras civis do Exército americano, Jo Ellen Darcy. “O melhor modo de concluir este trabalho de forma responsável e ativa é explorar rotas alternativas”, assinalou.

O projeto do oleoduto, da companhia Energy Transfer Partner, gerou nos últimos meses um movimento crescente de protestos nos Estados Unidos por parte das tribos indígenas, dos ambientalistas e dos defensores dos direitos dos ameríndios.

Para a tribo sioux, o oleoduto ameaçaria suas fontes de água potável e danificaria locais onde foram enterrados seus ancestrais.

O oleoduto subterrâneo de 1.900 km, batizado de Dakota Access Pipeline, deveria atravessar quatro estados americanos, para transportar o petróleo extraído em Dakota do Norte, na fronteira com o Canadá, até Illinois, no sul dos Estados Unidos.