A Autoridade Palestina afirmou, nesta segunda-feira (23), que colonos israelenses atacaram e incendiaram uma mesquita na localidade de Tell, no norte da Cisjordânia ocupada, e escreveram “frases racistas nos muros”.
O Ministério para Relações Religiosas “condena a tentativa de um grupo de colonos de incendiar uma parte da mesquita Abu Bakr al-Siddiq, na localidade de Tell, perto de Nablus, e de escrever frases racistas nos muros”, afirma um comunicado.
O ministério destacou que os ataques contra mesquitas aumentaram na Cisjordânia em 2025, com 45 ações registradas.
“O incêndio de uma parte da mesquita demonstra claramente o grau de barbárie alcançado pela máquina israelense de incitação ao racismo nos locais sagrados islâmicos e cristãos na Palestina”, afirmou o ministério.
Um jornalista da AFP no local viu tapetes queimados, portas de entrada quebradas, além de paredes e janelas com marcas do incêndio, mas nenhum dano estrutural, já que o incêndio não se propagou por todo o edifício.
O Exército israelense afirmou em um comunicado que forças de segurança foram “enviadas à região de Tell após denúncias e vídeos sobre suspeitos que incendiaram uma mesquita e picharam o local”.
“Nenhum ferido foi registrado”, acrescentou o Exército, ao informar que os suspeitos estão sendo procurados.
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967. Sem considerar Jerusalém Leste, mais de 500.000 israelenses vivem na Cisjordânia em colônias que a ONU considera ilegais segundo o direito internacional, em meio a quase três milhões de palestinos.
O atual governo israelense, considerado um dos Executivos mais à direita na história do país, acelerou a expansão das colônias.
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