Mais de 40 mil pessoas, em sua maioria israelenses, obtiveram a cidadania austríaca desde uma mudança na legislação de 2020 que concede passaportes a descendentes de vítimas do Holocausto, disseram autoridades nesta terça-feira (27).
“Em tão pouco tempo, é um bom sinal de confiança”, disse Hannah Lessing, secretária-geral do Fundo Nacional Austríaco para Vítimas do Nazismo, em uma coletiva de imprensa em Viena.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Áustria, mais da metade das naturalizações (51%) foi concedida a israelenses, seguidos por americanos (22%) e britânicos (13%).
Em seguida, vêm argentinos (3%), australianos (3%), canadenses (1%) e mexicanos (1%). Outras nacionalidades representam 6% do total.
Os filhos, netos e bisnetos de judeus e vítimas do nazismo que deixaram a Áustria devido à perseguição pelo regime nazista agora podem solicitar a cidadania austríaca, uma possibilidade anteriormente disponível apenas para sobreviventes do Holocausto.
Desde o final do século XIX, graças à sua minoria judaica, Viena tornou-se o caldeirão artístico da Europa.
Antes de ser anexada pelo Terceiro Reich, o país tinha 200.000 judeus. Mais de 65.000 morreram durante o Holocausto. Para sobreviver, a grande maioria dos restantes teve que fugir para o exterior.
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