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Aumento recorde de casos de coronavírus preocupa o Nepal

Aumento recorde de casos de coronavírus preocupa o Nepal

Piras funerárias para vítimas da covid-19 em Kathmandu, Nepal, em 5 de maio de 2021 - AFP


As autoridades e o setor de saúde do Nepal lutam para conter o aumento repentino de casos de covid-19, favorecido pelo terrível surto epidêmico na vizinha Índia.

Em três semanas, as infecções aceleraram acentuadamente, com dois em cada cinco testes positivos. Na quinta-feira, o país de cerca de 30 milhões de habitantes registrou um recorde de casos diários: 8.970.

Das mais de 3.500 mortes registradas desde o início da pandemia, 400 ocorreram nas últimas duas semanas, segundo dados oficiais.

“Os serviços de saúde estão sobrecarregados (…) a situação pode piorar nos próximos dias”, declarou à AFP Hemanta Chandra Ojha, da Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças. “Temos oxigênio, mas faltam ventiladores e leitos em unidades de terapia intensiva para tratar os casos graves”.

A fronteira de 1.850 km entre a Índia e o Nepal está aberta e as pessoas a cruzam para trabalhar ou visitar parentes.

No hospital Bheri em Nepalgunj, cidade na fronteira com o estado indiano de Uttar Pradesh, os profissionais da saúde trabalham incansavelmente. Os pacientes não param de chegar.

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“O hospital está sobrecarregado, estamos tratando pacientes em todos os cantos do prédio”, explica Badri Chapagain, médico do estabelecimento.

Os parentes dos doentes lutam para encontrar remédios e leitos de UTI.

“Não consigo explicar como foi difícil. Encontramos um leito e agora estamos procurando remdesivir (um antiviral). Estamos exaustos”, conta Tanka Nath Pandey, que passou dois dias procurando um leito para seu cunhado em Katmandu.

A demanda por leitos de terapia intensiva e por cilindros de oxigênio aumenta a cada dia e é cada vez mais difícil encontrá-los, garante Surya Raj Pandey, cofundadora de um grupo de voluntários, Covid Connect Nepal, criado para ajudar os enfermos.

O Nepal suspendeu essa semana a maioria de suas conexões aéreas e impôs confinamentos ou restrições a 80% de seus distritos numa tentativa de conter a onda de infecções.

A pandemia atingiu fortemente o setor de turismo do país em 2020 e, este ano, o vírus causa estragos até mesmo no Everest, onde a temporada de alpinismo – que se anunciava promissora com um recorde de mais de 400 licenças de subida – está ameaçada.

O primeiro-ministro Khadga Prasad Sharma Oli, criticado pela gestão da crise, pediu esta semana à comunidade internacional ajuda na obtenção de vacinas e equipamentos médicos.

A campanha de vacinação começou em janeiro, mas o país recebeu apenas metade das doses encomendadas da Índia. Atualmente, apenas 2,4 milhões de doses foram administradas e poucas pessoas receberam as duas necessárias.

No início de abril, apesar do aumento das infecções na Índia, festivais religiosos, comícios políticos e casamentos continuaram a ser organizados no Nepal.

Muitos nepaleses também viajaram para a grande peregrinação hindu de Kumbh Mela na Índia, que teve um influxo de 25 milhões de pessoas de janeiro a abril.

Entre os peregrinos estavam o ex-rei do Nepal, derrubado em 2008 com a abolição da monarquia, Gyanendra Bir Bikram Shah, e sua esposa. Ambos testaram positivo e foram hospitalizados.

Na semana passada, o Nepal proibiu o trânsito por Katmandu dos indianos, que se aglomeraram para fazer voos após restrições impostas em seu país.

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