Audi, equipe de Bortoleto, prevê disputar título da F1 antes de 2030

INGOLSTADT, 17 MAR (ANSA) – A Audi, equipe do brasileiro Gabriel Bortoleto, pretende competir pelo título da Fórmula 1 antes de 2030, após ter surpreendido positivamente no início de sua temporada de estreia na categoria máxima do automobilismo mundial.   

Herdeiro da estrutura da antiga Sauber, o time não conseguiu pontuar no Grande Prêmio da China, no último fim de semana, porém viu Bortoleto terminar em nono lugar no GP da Austrália, prova de abertura do campeonato, marcando os primeiros dois pontos da equipe na F1.   

O desempenho tem sido visto de forma positiva, já que a Audi teve de construir uma unidade de potência e um carro do zero em seu primeiro ano na Fórmula 1, que promoveu mudanças profundas no regulamento técnico para 2026.   

“Aprendemos com pressa nos desafios e em cada corrida na pista e transformamos os ensinamentos em resultados, com a ambição clara de competir pelo campeonato antes de 2030. Somos humildes e respeitosos, mas também determinados”, disse o CEO da Audi, Gernot Doellner, na apresentação do balanço da marca relativo a 2025.   

“Em Barcelona [que recebeu o shakedown da F1, em janeiro], nossa equipe enfrentou com calma um desafio que poderia colocá-la em dificuldade. E os progressos foram vistos em Melbourne, com os dois pontos conquistados por Gabriel Bortoleto”, acrescentou o executivo.   

Segundo Doellner, a Fórmula 1 é a “principal plataforma mundial do esporte a motor”, e a parte mais importante “são as novas regras de eficiência energética e sobre neutralidade carbônica”, definidas pelo CEO como “pré-requisitos” para a Audi participar de corridas.   

Com a mudança no regulamento, os motores dos carros da F1 têm, pela primeira vez, 50% da potência fornecida por baterias elétricas, enquanto os outros 50% são provenientes do componente à combustão, movido por combustível sustentável. (ANSA).