Economia

Ator Mark Ruffalo pede que lhe cobrem mais impostos

Ator Mark Ruffalo pede que lhe cobrem mais impostos

(Arquivo) Mark Ruffalo na cerimônia do Oscar em 9 de fevereiro de 2020 em Hollywood - AFP/Arquivos

O ator americano Mark Ruffalo, conhecido pelo seu papel como Hulk nos filmes da Marvel, somou-se a um apelo de mais de 150 personalidades com grandes patrimônios para que seja cobrado com mais impostos, coincidindo com o Fórum Econômico Mundial em Davos.

O ator é um dos últimos signatários de uma carta aberta chamada “In Tax We Trust” (“Confiamos nos impostos”, em tradução livre), publicada pela primeira vez em coletiva virtual de Davos em janeiro, à qual somou-se então uma das herdeiras do império Disney, Abigail Disney.


“Enquanto o mundo sofreu imensamente durante os dois últimos anos, nós vimos nossa fortuna aumentar durante a pandemia, mas poucos de nós, se é que há alguém, podem dizer honestamente que estão pagando uma parte justa dos impostos”, disse na carta atualizada, coincidindo com o fórum de Davos esta semana.

O grupo de “milionários patrióticos” por trás do apelo afirma que o número de signatários da carta passou de 100 em janeiro para mais de 150 em maio.

Seu presidente, Morris Pearl, ex-CEO da gigante financeira Blackrock, prometeu em nota que “continuará pressionando os líderes mundiais para que atendam ao nosso apelo: tributar os ricos antes que seja tarde demais”.

No entanto, o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, disse em uma conferência na cidade suíça nesta terça-feira que o imposto sobre os ricos é menos eficaz do que outras medidas de tributação.

“Não gera necessariamente muitos recursos financeiros”, afirmou, explicando que “em termos de efeito político é atrativo, mas em termos de objetivos não é tão eficaz” como outros impostos sobre a propriedade, por exemplo.

Por outro lado, segundo a CEO da Ofxam, Gabriela Bucher, “o imposto sobre o patrimônio tem um grande alcance, foi comprovado e em alguns países funciona”.

A ONG faz campanha a favor de um imposto de solidariedade único sobre a nova riqueza adquirida pelos bilionários durante a pandemia, com o objetivo de usar os recursos gerados para fornecer ajuda aos mais pobres, à espera de um imposto mais permanente.