ROMA, 18 FEV (ANSA) – O Tribunal de Bolzano, na Itália, arquivou nesta quinta-feira (18) o inquérito que investigava um caso de doping contra o campeão olímpico de marcha atlética Alex Schwazer e disse que amostras de urina foram manipuladas para prejudicá-lo.
O juiz acatou o pedido da procuradoria, que contestou a tese de “opacidade” da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) e da Agência Mundial Antidoping (Wada) nas análises que levaram à positividade e suspensão de Schwazer.
De acordo com as autoridades, as amostras de urina coletadas em 2016 foram alteradas para os resultados darem positivo e prejudicar o italiano.
Walter Pelino, juiz do Tribunal de Bolzano, afirmou que os responsáveis pela alteração das amostras de Schwazer cometeram os crimes de “falsidade ideológica, fraude processual e difamação”.
O marchador recebeu a notícia do encerramento das investigações enquanto treinava. O advogado de Schwazer, Gerhard Brandstaetter, afirmou que o juiz “apurou o assunto de forma extraordinária”.
Schwazer testou positivo para anabolizantes em um exame realizado em 2016, quando ainda se preparava para voltar de um gancho de três anos e nove meses por doping. Na oportunidade, ele foi punido do esporte por oito anos.
O atleta sempre contestou a validade deste segundo caso de doping, alegando que os valores do DNA contidos nas amostras eram anômalos e altíssimos. (ANSA).