Cinco ativistas italianos são identificados e retirados de um cerco imposto por colonos israelenses no vilarejo de Qusra, na Cisjordânia. O incidente ocorre em meio a crescentes tensões na região, com o grupo de ativistas prestando solidariedade a uma família palestina que estava sob assédio. A situação é acompanhada de perto pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália, que coordena esforços com seus representantes em Jerusalém e Tel Aviv.
- Ativistas italianos foram identificados e retirados de Qusra, Cisjordânia, após cerco de colonos israelenses.
- O grupo, formado por quatro mulheres e um homem, estava em uma casa palestina para prestar solidariedade aos moradores.
- A área foi declarada zona militar pelas autoridades, e o Ministério das Relações Exteriores da Itália acompanha o caso por sua Unidade de Crise.
As informações divulgadas nesta sexta-feira apontam que o grupo, composto por quatro mulheres e um homem com idades entre 20 e 40 anos, foi retirado do local pela polícia. As autoridades declararam a área uma zona militar, justificando a intervenção. A presença dos ativistas sublinha a contínua pressão sobre as comunidades palestinas na região.
Acompanhamento diplomático
O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou que acompanha a situação de seus cidadãos por meio de sua Unidade de Crise. Há uma coordenação ativa com o consulado em Jerusalém e a embaixada em Tel Aviv para garantir a segurança e o bem-estar dos envolvidos e buscar uma resolução diplomática para o incidente.
Os ativistas estavam na residência de uma família palestina com o propósito de expressar solidariedade aos moradores, que se queixam de assédios constantes por parte de Israel. O cenário em Qusra se deteriorou drasticamente nos últimos dias, com o cerco de colonos israelenses resultando na privação de acesso à água e comida para a população local.
Como os ativistas descrevem o cerco?
Em declaração à agência ANSA, um dos italianos relatou que a casa da família palestina onde se encontravam foi cercada no domingo (9). Segundo ele, “Estávamos lá para acompanhar a situação quando os extremistas chegaram e montaram uma barraca no pátio da residência, mas permanecemos com a família”.
Da IstoÉ com ANSA