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Ativista brasileiro tem sua conta do Instagram deletada por discurso de ódio

O arquiteto negro e bissexual Antonio Isupério foi banido da plataforma após expor post machista do delegado Waldir Soares de Oliveira

Crédito: Reproduçao/ Instagram

Antonio Isupério, ativista de direitos humanos negro, LGBTQI+ e que mora em Nova York (EUA), foi banido do Instagram neste último fim de semana, após expor um post machista e de narrativa falsa do delegado Waldir Soares de Oliveira, conhecido como delegado Waldir, que postou o video de um feminicídio explícito com narrativa falsa. Após reclamar com a plataforma, o ativista teve sua conta restabelecida nesta segunda-feira (20).

O ativista utiliza seu Instagram como plataforma de exposição dos casos de violência que acontece corriqueiramente nas redes sociais, sempre levantando pautas importantes, como o caso do médico brasileiro Victor Sorrentino, que foi preso no Egito por sua fala misógina, assim como denunciou o apresentador Sikera Júnior por suas falas homofóbicas, sendo inclusive um dos autores da representação no Ministério Público contra o apresentador.

Em 2021, o ativista se torna o primeiro colunista negro da Harpers Bazar Brasil e tem artigos publicados nos maiores veículos de comunicação brasileiros, como a revista Harpers Bazaar e o jornal Folha de Sao Paulo. Apesar de sua conta ter 50 mil seguidores e alcançar quase um milhão de pessoas por mês, ele vem sofrendo diversas restrições da plataforma desde junho deste ano, quando perdeu a monetização da plataforma sem nenhuma justificativa.

O ativista entrou em contato com a plataforma, mas não obteve reposta. Vários posts são deletados de seu perfil e sua conta sofre sanções de entrega de conteúdo. De acordo com Isupério, o caso mais grave seria o da postagem de um usuário declaradamente antisemita, que conseguiu que a postagem original continuasse na plataforma, mesmo depois de serem reportados pela repercussão causada pela denúncia. O ativista relata ter recebido algumas ameaças de morte de uma célula supremacista e disse que já foi protocolou denúncia no Ministério Público.

 “Nós temos o país que mais assassina no mundo: jovens negros, lgbts+ e ativistas de direitos humanos. Eu sou os três. O Instagram reproduz esta lógica e não garante a nossa segurança, é muito óbvio”, disse Isupério.

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