Ativismo fantástico
Em sua primeira produção brasileira, o diretor Carlos Saldanha usa mitos do folclore para defender o meio ambiente
MISTÉRIO Marco Pigossi como o policial Eric: a morte do boto cor-de-rosa dá início à trama (Crédito: Divulgação)
Quem conhece o folclore brasileiro por meio dos livros de Monteiro Lobato vai se surpreender com “Cidade Invisível”, nova série da Netflix. Primeiro projeto com atores “de verdade” de Carlos Saldanha, brasileiro radicado em Hollywood e responsável por animações como “Era do Gelo”, “Rio” e “Touro Ferdinando”, a produção traz a personificação de entidades como Saci Pererê, Curupira e Cuca. Em vez do tom lúdico e infantil dos personagens de Lobato, no entanto, Saldanha criou um thriller policial e o povoou com uma versão bem mais assustadora dos mitos populares do Brasil.
“Cidade Invisível” conta a história de Eric (Marco Pigossi), policial ambiental que investiga a morte da mulher após o incêndio em uma floresta que vai ser derrubada para dar lugar a um condomínio. A partir da descoberta de um boto cor-de-rosa morto em uma praia do Rio de Janeiro, ele entra em contato com um universo fantástico repleto de figuras sobrenaturais.

“A grande sacada da série é colocar esses seres que permeiam nossa imaginação infantil diante de problemas da vida real”, afirma Pigossi. Para a atriz Alessandra Negrini (Inês/Cuca), a série realiza um desejo de criança. “A Cuca é a grande protetora desses personagens marginalizados que não conseguem mais viver na mata e são obrigados a se esconder na cidade, sobrevivendo como podem”, diz a atriz. “O problema é que hoje em dia as pessoas acham que não têm ligação com a natureza ou com as populações indígenas. Isso só mudará quando percebermos que tudo está conectado.”
Carlos Saldanha conta que seu objetivo era apresentar uma visão contemporânea dessas fantasias nacionais: “O
tema do meio ambiente está sempre na minha cabeça. Eu já queria abordar o nosso folclore, onde muitas entidades são protetoras da natureza. Foi uma maneira de unir esses dois mundos”, diz o diretor. Ele acredita que o enredo brasileiro despertará o interesse do público global, vitrine que a distribuição pela plataforma de streaming permite.
“A luta do bem contra o mal é universal. A diferença é que, em vez de ver vikings ou histórias dos irmãos Grimm, o público verá o Saci Pererê e o Curupira”, aposta o diretor. Resta esperar para saber se a “Cuca vai pegar” o público da Netflix.
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