Atenção, mineiros: o golpe (eleitoral) tá aí; cai quem quer

Atenção, mineiros: o golpe (eleitoral) tá aí; cai quem quer

Alexandre Kalil, o empresário milionário que em público ataca os… empresários milionários!!, enquanto no privado refestela-se em festas, jatinhos, hotéis estrelados, fazendas maravilhosas, etc., acaba de acertar uma aliança eleitoral com ninguém menos do que Lula da Silva, o meliante de São Bernardo.

Um dos piores prefeitos que BH já teve, ao lado de Fernando Pimentel, do PT, já aprendeu com o chefão do mensalão e do petrolão a terceirizar responsabilidades, erros e culpas. Morador de rua? Não é culpa dele. Promessas não cumpridas? Não são culpa dele. E voltou a dizer que ‘pagar salário em dia não é prioridade de governo’.


Alexandre Kalil foi presidente do Atlético Mineiro e destruiu os cofres do Clube. Em sua administração, contratou familiares e amigos e chegou a dizer que ‘cunhado’ (contratado como diretor, com salário estratosférico) não é parente. Ao que parece, não esqueceu nada nem aprendeu nada; continua exatamente o mesmo.

Sua recente faceta socialista-marxista de araque, pois mais falsa do que nota de três reais, demoniza empresários e milionários, ataca ferozmente as elites ‘estúpidas e ignorantes’ (logo ele, morador da zona sul que passeia em motos e carrões importados e frequenta o Copacabana Palace) e posa como novo ‘pai dos pobres’.

O ex-prefeito chamou de cretino, canalha, sem vergonha e outros termos equivalentes alguns vereadores de BH. Disse que o dinheiro da Vale é sangrento e adjetivou o atual governador mineiro, Romeu Zema, com os mais duros impropérios. Perguntado sobre Ciro Gomes, disse estar decepcionado com ele porque é, acreditem!, virulento.

Kalil criticou uma eventual indicação do candidato a vice-governador de Zema pela FIEMG (Federação das Indústrias de Minas Gerais), entidade que representa boa parte do PIB mineiro, ou seja, quem sustenta os políticos como… Kalil. Mas admitiu que seu candidato a vice será exatamente aquele que deus Lula escolher e indicar.

Ou seja, para o valentão bravateiro, empresários que geram milhões de empregos e pagam bilhões de reais em impostos não têm legitimidade para indicar um político, mas o ex-tudo (ex-presidente, ex-presidiário, ex-corrupto e ex-lavador de dinheiro), que até hoje vive pendurado nas tetas destes mesmos empresários, tem.

Alexandre Kalil é um engodo, um político fanfarrão, um populista cínico e grosseiro. Confrontado com declarações antigas contra Lula e o PT, engasgou e saiu pela tangente. Questionado pelo fiasco como prefeito, disse ser canalhice dos críticos. E atenção: está ‘cagando e andando’ para o que dizem as redes sociais, ou seja, os eleitores.

A aliança entre os dois ex-condenados (Kalil, assim como Lula, já foi condenado pela Justiça comum, Justiça eleitoral, Justiça do trabalho e Justiça criminal) é mais uma das cretinices típicas dos picaretas eleitoreiros que infestam o Brasil. Tornam-se aliados, colhem louros eleitorais e depois ‘voltam ao normal’.

Como diz a música: ‘o golpe tá aí, cai quem quer’. Lula não é Kalil e nem Kalil é Lula! Lula precisa do palanque de Kalil e Kalil precisa do apoio de Lula. No fim do dia, votar em Kalil significa desprestigiar a iniciativa privada em detrimento de um político que foi condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro. O que você, leitor amigo, leitora amiga, irá escolher?






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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