Até um ministro do Centrão é melhor que Pazuello

Crédito: José Dias/PR

Eduardo Pazuello (Crédito: José Dias/PR)


O óleo da fritura de Eduardo Pazuello está tão quente que pulou da panela no fim de semana. A campanha para substituí-lo tornou-se escancarada entre os próprios aliados de Jair Bolsonaro. É difícil imaginar que o antiministro resista por muito mais tempo.

A questão agora é saber quem, ou o que, vai substituí-lo.

A recusa da médica Ludhmila Hajjar em assumir a pasta, depois de conversar com o presidente no domingo, não dá razão para otimismo.

Hajjar revelou à repórter Andrea Saddi que não houve concordância nenhuma entre ela e Bolsonaro a respeito da maneira de enfrentar a pandemia. Ela não viu disposição no presidente para buscar um novo caminho, deixando para trás tudo que ele fez e disse de errado até agora.

Se a condição para assumir o Ministério for deixar a ciência e o respeito próprio do lado de fora, nenhum médico sério vai topar. Só charlatães e oportunistas aceitarão fazer o mesmo papel de Pazuello, soldadinho de chumbo da política de morte do presidente.

Sobra a hipótese de um político como o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), pelo qual alguns caciques do Centrão fazem campanha. Dizem que ele até tem alguma coisa a ver com saúde…

Considerando o abismo em que o país mergulhou, talvez essa não seja a pior saída. Todo mundo teria algo a ganhar.

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O Centrão teria um dos seus no comando de um ministério grande e rico. Poderia fazer a festa com cargos e verbas, do jeito que gosta.

Bolsonaro também teria um bônus. Ele se veria livre de uma CPI da Pandemia.

Não é algo que Cínico e Sonso, também conhecidos como Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, presidentes da Câmara e do Senado, queiram instalar. Mas a pressão dos Estados, aos quais os parlamentares devem seus mandatos, cresce a cada dia. Se não houver solução na Saúde, a CPI pode se tornar inevitável.

E os brasileiros? Possivelmente, nós nos veríamos livres das interferências mais nefastas de Bolsonaro na gestão da pandemia.

Isso, porque o Centrão não aceitaria se tornar sócio de uma política de saúde cada vez mais impopular. O custo disso superaria até mesmo o benefício de tomar posse da máquina do Ministério.

Bolsonaro continuaria dizendo asneiras. Mas teria reduzido o seu espaço para causar miséria.

PS: Pois é, pouco depois de eu fechar este texto, o nome do novo ministro da Saúde foi anunciado: Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ele é um bom nome, mas o fato de ser uma escolha pessoal de Bolsonaro não dá margem para otimismo. Por que acreditar que Bolsonaro não vai querer impor suas opiniões aleatórias a Queiroga, no primeiro dia em que acordar de mau humor? Foi assim com Nelson Teich, que não durou mais que um piscar de olhos.

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