Até quando você pagará rachadinha, petrolão e viagra sorrindo feito besta

Até quando você pagará rachadinha, petrolão e viagra sorrindo feito besta

O presidente Jair Bolsonaro (E) e o general Walter Souza Braga Netto no Palácio do Planalto, em Brasília, em 19 de outubro de 2020 - AFP

Há frases populares antigas, meio em desuso após a onipresença do politicamente correto, de que gosto muito: ‘mulher de malandro, quanto mais apanha, mais apaixona; o corno, quando é manso, não retira o sofá da sala e deixa a cerveja gelada’.

Pois é. Após apanhar – e ser violentado – pelo Estado, que me tunga 40% de tudo o que ganho; que trabalha dia e noite para atrapalhar meu negócio e infernizar minha vida; que me obriga a pagar dobrado por Educação, Saúde e Segurança pública…


Que não me provém transporte público nem ruas e avenidas decentes; que não ilumina meus caminhos, meu bairro e a porta da minha casa; que não controla seus gastos, que distribui benesses a si mesmo e aos seus, e que só se lembra do próprio umbigo…

Que, por fim, a cada dois ou quatro anos, assalta descaradamente, em dezenas de bilhões de reais, os bolsos do contribuinte – eu! – (oficialmente, claro, fora a corrupção), sem absolutamente nada retornar ou cumprir do que foi prometido, vou fazer o quê?

Elogiar os vagabundos que me roubaram e me prometeram o paraíso? Idolatrar os pilantras que me enganaram e a centenas de milhões de brasileiros? Bater palmas, chamar de pai, mãe ou mito um bando de salafrários? Brigar com amigos e familiares por essa canalha?

Eu, hein! Vou nada! Vou dar é muita, mas muita porrada (virtual e metafórica, claro) nesses filhos da truta ordinários. Vou expor cada mentira, cada contradição, cada promessa não cumprida, cada malfeito, cada roubo, cada cinismo, cada manipulação.

Por quê? Sou filiado a algum partido? Ganho dinheiro ou favor de algum político? Tenho interesses políticos e comerciais? Não, não e não! E desafio que encontrem uma única vírgula no sentido contrário. Porque, simplesmente, não sou nem tenho vocação pra otário!

Sim, eu compreendo a dificuldade que muitos de vocês (trouxas, subservientes, interesseiros, ignorantes, carentes, etc.) têm para compreender algo assim; para compreender o significado amplo, geral e irrestrito da palavra ‘independência’.

Escrevo porque quero, para quem quero e como quero! Estado de Minas, Correio Braziliense, Portal UAI e IstoÉ fazem parte dessa turma. Em 2021, foram mais de 60 milhões de páginas visitadas; mais de 15 milhões de leitores únicos. Essa é a minha trupe!

Se você, leitor amigo, leitora amiga, se sentem como eu, seja bem-vindo, seja bem-vinda, pois este é seu lugar. Pouco importam Lula, Bolsonaro ou o cão chupando manga. É político ou governante picareta e não entrega o que promete? O pau tem – e vai – cantar!

Rachadinhas, mansões, petrolão, mensalão, viagra superfaturado, micheques, filhos milionários, triplex na praia, sítio em Atibaia, primo com mochila de dinheiro, apartamento com 51 milhões de reais… é sério que você defende isso, às custas da sua grana?

Cargos e salários nababescos, aposentadorias especiais, planos de saúde ilimitados, viagens de luxo, carros blindados, motoristas e seguranças, parentes empregados em conselhos de estatais, jatinhos da FAB… na boa, você é eleitor ou burro de carga?

Há políticos e governantes bons e decentes? Sim. Uma minoria, mas há. Merecem elogios e idolatria? Nem fodendo! Merecem reconhecimento e felicitações; um protocolar e sincero ‘parabéns’ e pronto. Ou alguém aqui pediu-lhes para ser um ‘representante do povo’?

O dia em que o eleitor brasileiro – e aqui não falo dos mais pobres e desinformados, não – se importar mais com sua vida do que irritar o outro, politicamente falando, e votar, não por ser contra ou a favor de alguém, mas por ser o correto, o ético, o País começará a mudar.

O dia em que os políticos forem tratados como empregados muitíssimo bem remunerados, que têm de entregar o prometido – ou então… fora! -, e não como super heróis e salvadores da pátria (algo que jamais foram, são ou serão), o País começará a mudar.

O dia em que gente como eu começar a participar da política de fato: nas Câmaras e Assembleias, no Congresso e nos tribunais superiores, nos palácios e ministérios, representando verdadeiramente o interesse da população, o País começará a mudar.

O dia em que escola primária e fundamental; saneamento básico e nutrição; saúde gestacional e nas primeiras infâncias; esporte, lazer e cultura na adolescência forem mais importantes que biênios, auxílios e aposentadorias especiais, o País começará a mudar.

Até lá, se é que esse dia chegará – eu duvido com todas as minhas forças! -, façam como eu e xinguem essas merdas todos os os dias, 24/7, em todos os lugares. Eu sei que nada irá mudar, mas você, ao contrário dos idólatras, passará menos raiva e menos vergonha.






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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