Ataques russos contra alvos civis nas regiões de Kharkiv e Kiev, na Ucrânia, deixaram ao menos nove mortos e dezenas de feridos nesta quinta-feira (24 de setembro). As autoridades ucranianas registraram incidentes que atingiram desde áreas rurais até infraestruturas sensíveis na capital, intensificando as tensões no conflito.
Na área rural de Stara Hnylytsia, na região de Kharkiv, um míssil russo causou a morte de pelo menos sete pessoas e feriu mais de doze. A informação foi confirmada pelo chefe de Kharkiv, Oleh Synegubov, que destacou a intensidade do ataque.
Em Kiev, a capital ucraniana, foram registradas duas vítimas fatais e três feridos. A Agência France-Presse (AFP) reportou mais de dez pontos de explosões durante as primeiras horas desta quinta-feira, causando temor na população.
Entre os locais afetados na capital, uma maternidade teve janelas e parte da fachada danificadas pelos estilhaços dos mísseis. No momento da ofensiva, uma mulher dava à luz um menino em um abrigo subterrâneo da unidade, demonstrando a gravidade da situação para a população civil.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que não houve feridos na estrutura médica da maternidade. Contudo, uma pessoa morreu em um estacionamento próximo ao local, e um centro de diagnóstico clínico nas redondezas também sofreu danos significativos.
Zelensky reage à escalada
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a ofensiva contra a capital ocorreu “exatamente durante uma reunião com membros do Congresso”. Durante esse encontro, era discutida “a lei de Lindsey Graham, projeto de sanções dos Estados Unidos contra a Rússia”.
Zelensky complementou que, “enquanto as pessoas dormiam, o céu se iluminou com explosões”. Ele reiterou que os principais alvos do ataque foram Kiev e a infraestrutura civil, incluindo prédios residenciais, a maternidade, o setor de energia e a logística. Para o líder ucraniano, Moscou “não colocará fim a esta guerra sem pressão”.
Da IstoÉ com ANSA