“Rússia ataca Ucrânia e deixa oito mortos em diversas cidades”

Ofensivas atingiram diversas cidades, com Kryvyi Rih, Kiev e Poltava registrando vítimas fatais, incluindo crianças

"Rússia ataca Ucrânia e deixa oito mortos em diversas cidades"

Novos ataques russos atingiram a Ucrânia durante a noite de quinta-feira, 30 de julho, resultando na morte de ao menos oito pessoas em diversas cidades do país, entre elas Kiev e Kryvyi Rih. As ofensivas, que teriam sido planejadas para um “bombardeio massivo”, causaram destruição em residências e infraestruturas civis.

O que aconteceu

  • Novos ataques russos na Ucrânia deixaram ao menos oito mortos, incluindo três crianças, em diversas cidades como Kryvyi Rih, Kiev e Poltava.
  • O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky condenou o terror e apelou por maior proteção antiaérea, afirmando que a tarefa não pode ser apenas da Ucrânia.
  • O Ministério da Defesa da Rússia confirmou os ataques, alegando ter visado bases militares envolvidas na produção e transporte de mísseis e drones.

Entre as vítimas dos bombardeios noturnos estão três crianças e seus pais em Kryvyi Rih, na região central do país. Outros dois menores da família foram resgatados com vida dos escombros. Os demais óbitos foram registrados nas cidades de Kiev e Poltava.

O presidente Volodymyr Zelensky confirmou as oito mortes em uma publicação na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter. Ele informou que as ofensivas foram realizadas contra Kiev, Dnipro, Lviv, Poltava, Kharkiv, Mykolaiv, Sumy, Vinnytsia, Cherkasy e Ivano-Frankivsk, além de outras regiões durante a madrugada, destruindo ou danificando residências, comércios e infraestruturas.

Por que a Ucrânia enfrenta constantes ataques?

“O terror russo prova, mais uma vez, que a proteção contra a ameaça de seus mísseis é a tarefa mais importante quando se trata de salvar as vidas do nosso povo”, escreveu o líder ucraniano. Zelensky apelou por apoio internacional, declarando que “Essa não é uma tarefa que possa ser deixada apenas para a Ucrânia ou para um único país: todos os parceiros sabem como e com o que podem ajudar”.

A recorrência de bombardeios na Ucrânia tem sido uma constante na guerra. Incidentes como o que deixou quatro mortos na Ucrânia e na Rússia ou o que vitimou cinco pessoas em ataques russos demonstram a brutalidade do conflito. A defesa ucraniana tem sido mobilizada constantemente para tentar conter as ofensivas.

No dia anterior aos ataques recentes, Zelensky havia alertado, também no X, que recebera informações das Forças Aéreas ucranianas de que Moscou “estaria preparando um novo bombardeio massivo”, que poderia ser realizado ainda naquela noite. A precaução se mostrou justificada diante da escala da nova onda de ofensivas.

O Ministério da Defesa russo, por sua vez, confirmou a ofensiva, reforçando que os alvos eram bases “militares” em cidades como Kiev, Leopoli, Ivano-Frankivsk, Zhitomir, Riven, Vinnytsia e Dnipropetrovsk. Essas informações divergem das declarações ucranianas sobre o alvo ser infraestrutura civil.

Qual o impacto das ofensivas russas?

As autoridades russas alegaram que os objetivos atingidos “estavam envolvidos na produção, armazenamento e transporte de vários tipos de mísseis e drones, bem como na operação do sistema de controle do espaço aéreo”. As ações militares da Rússia na Ucrânia, que já atingiram porto e maternidade e mataram 4 pessoas, têm sido alvo de intensa condenação internacional devido à frequente vitimização de civis e à destruição de infraestruturas não militares.