Ataques noturnos russos com drones dirigidos contra a Ucrânia deixaram pelo menos 15 feridos em Kharkiv e na capital Kiev, informaram cedo neste sábado (24, data local) as autoridades, ao mesmo tempo que as partes negociam com Washington em Abu Dhabi.
Pela primeira vez em formato trilateral, representantes russos, ucranianos e americanos começaram a discutir na sexta-feira, nos Emirados Árabes Unidos, as condições para pôr fim a quatro anos de guerra.
Segundo o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, a delicada questão do território continua sendo o principal obstáculo nos diálogos, que devem continuar neste sábado.
O prefeito de Kharkiv reportou na madrugada um ataque com drones Shahed de fabricação iraniana que danificou vários edifícios residenciais em dois bairros dessa cidade próxima à fronteira russa.
“Até agora são 11 feridos”, explicou ele na plataforma de mensagens Telegram.
Durante a noite, todo o território ucraniano estava em alerta para possíveis ataques aéreos, e as autoridades militares da capital alertaram em particular para a ameaça de drones e mísseis balísticos.
“Kiev é alvo de um ataque inimigo maciço”, advertiu seu prefeito, Vitali Klitschko, ao informar que vários edifícios não residenciais tinham sido atingidos, entre os quais havia escritórios e depósitos.
“Quatro feridos na capital. Três deles foram hospitalizados”, disse Klitschko em um comunicado posterior.
As conversas em Abu Dhabi acontecem em um contexto difícil para a Ucrânia, cuja rede energética tem sido gravemente afetada por uma série de ataques russos, que provocaram cortes de eletricidade e calefação em grande escala, em meio às baixas temperaturas do inverno boreal, especialmente em Kiev.
No front de batalha, as tropas ucranianas estão recuando há quase dois anos diante de um adversário mais numeroso e mais bem armado, e Kiev depende, em grande medida, do apoio financeiro e militar ocidental.
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