Ataques no Irã matam líderes da Guarda Revolucionária e de milícia aliada

Ataques no Irã matam líderes da Guarda Revolucionária e de milícia aliada

"NainiPaís afirma que porta‑voz de sua força militar de elite foi morto em bombardeio. Israel diz ter eliminado também o chefe de inteligência da milícia aliada Basij. Acompanhe os desdobramentos do conflito.
Israel afirma ter iniciado amplos ataques no oeste do Irã e suas forças armadas possuem planos param mais seis semanas de guerra;
Irã lança novos ataques a Israel e países do Golfo Pérsico. Guarda Revolucionária iraniana prometeu "perseguir e matar" o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.
No Líbano, ataques de Israel mataram 850 em duas semanas.
Trump pede a aliados que enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz, mas recebe resposta negativa.
Irã ameaça atacar empresas americanas na região se EUA avançarem contra infraestrutura energética do país.
Exército israelense confirma invasão terrestre ao Líbano.
Irã confirma morte de chefe de segurança Ali Larijani, em ataque israelense.
Preços do gás e petróleo disparam

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

Ataques no Irã matam porta-voz da Guarda Revolucionária
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou nesta sexta-feira (20/03) que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito.

Já as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que o chefe de inteligência da milícia Basij, Esmail Ahmadi, foi morto em um ataque realizado na terça‑feira. A informação não foi confirmada até o momento pelo Irã.

A força paramilitar, responsável pela repressão popular no país e vinculada à Guarda Revolucionária, já havia perdido seu comandante, Gholamreza Soleimani, no mesmo ataque em Teerã.

O comunicado afirma que Ahmadi desempenhava um “papel central” na aplicação de mecanismos repressivos dentro do Irã.

gq (DW, OTS)

Netanyahu sugere construção de oleodutos até costa de Israel para contornar Ormuz
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, sugeriu nesta quinta-feira (19/03), a criação de rotas alternativas pelo Oriente Médio para contornar o gargalo do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início da guerra – o que pressiona preços de petróleo, fertilizantes e gás natural em todo o mundo.

"O que precisa ser feito é criar rotas alternativas. Em vez de passar pelos gargalos do Estreito de Ormuz e do Estreito de Bab el-Mandeb para garantir o fluxo de petróleo, basta ter oleodutos e gasodutos indo para o oeste através da Península Arábica, chegando até Israel, até os nossos portos no Mediterrâneo – aí você elimina esses gargalos de vez", afirmou Netanyahu, em coletiva de imprensa.

O líder de Israel, que trava o conflito contra o Irã ao lado dos Estados Unidos, também acrescentou que esses novos caminhos são "totalmente possíveis em breve".

Além disso, ele classificou como fracassadas as tentativas de fechar o estratégico Estreito de Ormuz. "O culto da morte no Irã está tentando chantagear o mundo fechando uma rota marítima internacional fundamental, o Estreito de Ormuz. Isso não vai funcionar", ratificou.

Se tais dutos forem efetivamente construídos no futuro, uma mudança de rota pode levar Israel a coletar pedágio do combustível e também exercer mais influência sobre países exportadores da região.

Desde o início do conflito, o transporte de commodities que utilizam largamente o gargalo entre o Golfo Pérsico e o de Omã para abastecimento mundial foi prejudicado. O barril de petróleo Brent, por exemplo, já ultrapassou o preço de cem dólares, patamar que não era atingido desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Netanyahu também disse que acredita que o conflito com o país dos aiatolás deverá chegar ao fim em breve. "Vejo essa guerra terminando muito mais rápido do que as pessoas pensam", declarou o israelense.

"Ao fim de 20 dias, posso anunciar que o Irã já não tem capacidade para enriquecer urânio e que já não tem capacidade para produzir mísseis balísticos", afirmou Netanyahu.

Netanyahu também classificou como "fake news" a alegação de que "Israel tenha, de alguma forma, arrastado os Estados Unidos para um conflito com o Irã" e elogiou a coordenação que considera sem precedentes entre os líderes dos dois países.

"Alguém acredita mesmo que se possa ditar ordens ao Presidente (norte-americano, Donald] Trump?", questionou.

fcl (afp, ots, Lusa)

Pentágo pede 200 bilhões de dólares a mais para a guerra no Irã
O Pentágono está pedindo 200 bilhões de dólares em recursos extras para a guerra contra o Irã, montante que precisará ser aprovado pelo Congresso dos EUA. A quantia se somaria ao aumento de recursos que o departamento recebeu com a lei de redução de impostos do presidente Donald Trump, promulgada no ano passado.

O Departamento de Defesa dos EUA enviou o pedido à Casa Branca, segundo um alto funcionário do governo, que falou sob condição de anonimato à agência AP. Questionado sobre o valor em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19/03), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, não confirmou o montante, afirmando que poderia sofrer alterações.

"É preciso dinheiro para eliminar os bandidos", disse Hegseth. "Vamos voltar ao Congresso e aos nossos representantes lá para garantir que tenhamos o financiamento adequado", acrescentou.

Os congressistas precisariam votar a favor de qualquer financiamento extra, e não está claro se há vontade política para a aprovação de uma quantia tão grande para uma guerra impopular. A dívida do país ultrapassou o recorde de 39 trilhões de dólares.

Embora os republicanos controlem a Câmara e o Senado, pode haver legisladores suficientes que se oponham a gastos governamentais em grande escala.

O Congresso vem se preparando para um novo pedido de verbas, mas não está claro se a Casa Branca já encaminhou o pedido para apreciação. Os congressistas não autorizaram a guerra, e o Congresso demonstra um mal-estar crescente em relação ao alcance e à estratégia da operação militar.

O novo pedido foi divulgado inicialmente pelo The Washington Post.

Segundo Trump, o governo está solicitando os recursos por motivos que vão além do Irã.

"É um mundo muito volátil", disse ele, no Salão Oval. O presidente americano também afirmou que os gastos de emergência seriam um "preço muito pequeno a pagar" para garantir que as Forças Armadas do país permaneçam em plena forma.

fcl (AP, ots)

Caça americano de última geração teria sido danificado por defesas aéreas do Irã
Um caça de guerra dos Estados Unidos precisou fazer um pouso de emergência em uma das bases americanas no Oriente Médio após ter sido atingido. A suspeita é que o ataque tenha sido executado por forças iranianas, informou a CNN.

Oficialmente, o Pentágono não detalhou o episódio, se limitando a afirmar que a aeronave fez um pouso de emergência e que "o piloto está em condição estável".

De acordo com o capitão Tim Hawkins, do Comando Central do Exército dos EUA, o caça do modelo F-35 estava "sobrevoando o Irã em uma missão de combate" quando teve que fazer um pouso de emergência. Segundo ele, a manobra foi feita em segurança e o piloto está "estável".

O F-35, um caça multifunção supersônico, é uma das mais avançadas armas de combate dos EUA e seu preço unitário passa de US$ 100 milhões.

Agora, o incidente está sob investigação, acrescentou a emissora americana.

Se for confirmado, será a primeira vez, desde o início da guerra, que um ataque iraniano terá acertado uma aeronave americana. Essa também seria a primeira vez que um F-35 é atingifo em combate na história.

Desde 28 de fevereiro, dois incidentes envolvendo aeronaves de guerra dos EUA foram confirmados. O último deles ocorreu na semana passada, quando um avião de reabastecimento KC-135 caiu no Iraque, matando os seis tripulantes a bordo. As causas não foram divulgadas, mas o exército americano afirmou que o incidente não ocorreu "por causa de fogo hostil ou amigo".

Anteriormente, na primeira semana de guerra, três F-15 foram atacados por engano por forças do Kuwait, que são aliadas de Washington. Todos os seis tripulantes a bordo dessas aeronaves conseguiram ejetar a tempo e se salvaram.

Fcl (ots)

EUA avaliam retirar as sanções de petróleo iraniano em meio à alta dos preços
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou à emissora Fox nesta quinta-feira (19/03) que os EUA avaliam derrubar sanções contra o petróleo iraniano.

"Nos próximos dias, podemos retirar as sanções do petróleo iraniano que está no mar. São cerca de 140 milhões de barris", disse ele.

"Em essência, usaremos os barris iranianos contra os iranianos para manter os preços baixos nos próximos 10 ou 14 dias, enquanto continuamos esta campanha", acrescentou.

Washington busca estabilizar os mercados globais de energia devido à disparada dos preços dos combustíveis em decorrência da guerra. Em uma medida separada para amenizar os preços, o governo Trump recuou também em sanções quanto à compra de petróleo russo.

O petróleo Brent vem sendo negociado acima de 112 dólares o barril, valor superior aos 79 dólares praticados antes do conflito. Danos nas instalações de gás natural liquefeito do Catar após ataques iranianos e a incerteza contínua sobre a navegação no Estreito de Ormuz contribuem para a alta dos preços.

gq (DW)

Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Holanda e Japão prontos para "garantir passagem segura" em Ormuz
Os governos do Reino Unido, da França, da Alemanha, da Itália, dos Países Baixos e do Japão divulgaram uma declaração conjunta sobre a situação no Estreito de Ormuz.

Os seis países afirmaram estar dispostos a ajudar a garantir o fluxo do tráfego marítimo pelo estreito, que foi bloqueado pelo Irã em uma tentativa de impor altos custos aos EUA e ao mercado global.

"Condenamos veementemente os recentes ataques do Irã a embarcações comerciais desarmadas no Golfo, os ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás, e o fechamento de fato do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas", inicia a declaração.

Embora expresse "profunda preocupação com a escalada do conflito", a declaração não mencionou os Estados Unidos ou Israel nominalmente.

"Manifestamos nossa disposição de contribuir com esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito", escreveram os países. "Acolhemos com satisfação o compromisso das nações que estão envolvidas no planejamento preparatório."

"A segurança marítima e a liberdade de navegação beneficiam todos os países. Apelamos a todos os Estados para que respeitem o direito internacional e defendam os princípios fundamentais da prosperidade e da segurança internacionais", completaram.

Não ficou imediatamente claro de que forma os países garantirão a navegação no Golfo. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem apelado aos aliados para que prestem apoio militar em Ormuz, algo que havia sido negado por diversos países. O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, negou repetidamente se juntar a um esforço militar no Golfo. Com a rejeição, o americano chegou a indicar que não mais precisaria do apoio da Otan para a tarefa.

gq (DW, OTS)

Arábia Saudita afirma que "se reserva o direito de tomar medidas militares" contra o Irã
A Arábia Saudita instou o Irã nesta quinta-feira (19/03) a cessar seus ataques aos países vizinhos do Golfo, afirmando que se reserva o direito de tomar medidas militares contra Teerã.

"Os ataques do Irã aos países vizinhos foram premeditados e o que estamos testemunhando agora confirma isso", disse o príncipe Faisal bin Farhan, ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, rejeitando o argumento do Irã de que seus ataques têm como alvo as bases militares dos EUA na região.

Bin Farhan falava à emissora catariana Al Jazeera após conversas com ministros das Relações Exteriores de outros países árabes e islâmicos em Riade na noite de quarta-feira. Segundo ele, o regime de Teerã estava aprofundando seu próprio isolamento por meio de suas ações.

"Espero que eles entendam a mensagem da reunião de hoje, repensem rapidamente e parem de atacar seus vizinhos. Vamos usar todos os meios à nossa disposição, políticos, econômicos, diplomáticos, para fazer com que esses ataques cessem", disse bin Farhan.

"Se o Irã não parar imediatamente, acho que não haverá quase nada que possa restabelecer a confiança. Essa pressão do Irã terá um efeito contrário, tanto politicamente quanto moralmente. Certamente nos reservamos o direito de tomar medidas militares, se for considerado necessário", completou.

A Reuters informou que mísseis interceptadores foram vistos sendo disparados sobre a capital saudita, perto do hotel onde os ministros de cerca de uma dúzia de países estava reunidos. Entre os participantes, estavam representantes da Turquia, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Catar e Síria.

O Ministério da Defesa saudita afirmou que quatro mísseis balísticos iranianos com alvo em Riade foram abatidos, assim como centenas de mísseis e drones anteriormente.

gq (DW)

Preços do gás e óleo disparam em meio a troca de ataques no Oriente Médio
Os preços do petróleo e do gás dispararam nesta quinta-feira (19/03) depois que o Irã atacou a maior instalação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Catar, e ameaçou destruir a infraestrutura energética da região.

O Brent, referência internacional no mercado de petróleo, subiu 10% antes de recuar, enquanto o gás europeu subiu 35% após o Irã atacar a enorme instalação de GNL de Ras Laffan, no Catar, em retaliação a um ataque israelense ao seu campo de gás de South Pars.

O presidente dos EUA, Donald Trump, cujo país iniciou a guerra ao lado de Israel ao lançar uma ofensiva contra o Irã em 28 de fevereiro, disse que Washington não tiveram participação o ataque a South Pars.

Mas ele advertiu que os próprios Estados Unidos "explodiriam" o campo de gás iraniano se Teerã não parasse de atacar o Catar.

As forças armadas do Irã responderam nesta quinta-feira, afirmando que foi um "grande erro" atacar South Pars, que fornece cerca de 70% do gás natural doméstico do país.

"Se isso se repetir, os ataques subsequentes contra sua infraestrutura energética e a de seus aliados não cessarão até sua completa destruição, e nossa resposta será muito mais severa", afirmou o comando operacional Khatam Al-Anbiya em comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Fars.

O Catar é um dos principais produtores mundiais de gás natural liquefeito, ao lado dos Estados Unidos, da Austrália e da Rússia, e sua instalação em Ras Laffan é o maior centro de GNL do mundo.

A instalação tem sido alvo repetido do Irã desde o início da guerra, e a estatal QatarEnergy informou na quinta-feira que duas ondas de ataques iranianos causaram "incêndios consideráveis e danos extensos" a várias instalações de GNL.

Os preços da energia já haviam disparado desde que o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, que normalmente transporta um quinto do petróleo e do GNL do mundo, foi praticamente paralisado pela ameaça de ataques iranianos.

jps (AFP)

Míssil iraniano mata palestinos na Cisjordânia
Ao menos quatro palestinos morreram após estilhaços de mísseis atingirem a comunidade de Beit Awa, perto de Hebron, na Cisjordânia ocupada.

A ONG humanitária Crescente Vermelho Palestino informou que outras cinco pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave.

Os mísseis atingiram um salão de cabeleireiro, segundo a agência de notícias oficial da Autoridade Palestina, Wafa.

Estas são as primeiras mortes de palestinos relatadas em decorrência da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.

rc (DW)

Irã ameaça indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e EAU
Após sofrer ataques contra infraestruturas energéticas do país, o Irã emitiu um alerta nesta quarta-feira (18/03) para evacuação de cinco instalações de processamento de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita, e nos Emirados Árabes Unidos (EAU). Os danos a esses complexos podem aprofundar a crise no mercado global.

"Esses locais agora são alvos legítimos e podem ser atingidos nas próximas horas, instando os moradores locais a se deslocarem imediatamente para locais seguros", disse um comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica divulgada pela mídia estatal do Irã.

Os locais citados são a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, na Arábia Saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados Árabes; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.

Mais tarde, a Qatar Energy informou que um míssil atingiu sua instalação de gás natural liquefeito em Ras Laffan.

O preço do barril do petróleo Brent no mercado internacional opera em alta de cerca de 5% nesta quarta-feira, vendido a US$ 108 dólares. O preço dos combustíveis tem subido desde o início da guerra, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de 25% do óleo mundial.

jps (Agência Brasil)

Khamenei promete vingar morte de Ali Larijani
Em uma rara declaração escrita, o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, prometeu retaliação pelo assassinato de Ali Larijani, uma figura central do regime iraniano que atuava como chefe da Segurança Nacional do país.

"Sem dúvida, o assassinato de uma figura como essa atesta sua importância e o ódio que os inimigos do Islã nutrem por ele”, disse Khamenei, em mensagem publicada em seu canal oficial no Telegram no dia do funeral de Larijani em Teerã.

"Cada gota de sangue derramado tem um preço, e os assassinos criminosos dos mártires terão em breve que pagá-lo", acrescentou o aiatolá, que ainda não apareceu em público desde que assumiu o cargo após o assassinato de seu pai, o ex-líder supremo Ali Khamenei, no início da guerra.

rc (AP)

Multidão se reúne para funeral de lideraças em Teerã
Grandes multidões se reuniram no centro de Teerã nesta quarta‑feira (18/03) para os funerais do chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, e de Gholamreza Soleimani, chefe da força paramilitar Basij, segundo imagens transmitidas pela televisão estatal iraniana.

As cerimônias ocorreram junto aos funerais de mais de 80 marinheiros iranianos mortos quando um navio foi atingido pelos EUA ao largo do Sri Lanka no início deste mês.

Caminhões transportando caixões cobertos com bandeiras do país avançavam pela procissão, enquanto os enlutados caminhavam ao lado carregando retratos.

Larijani era considerado o líder "de facto" do Irã e havia caminhado abertamente entre a multidão em um ato pró‑governo na semana passada em Teerã.

Guarda Revolucionária permanece ativa

Apesar de ter perdido seu líder supremo de quase quatro décadas e agora Larijani, um dos pilares da república islâmica, a poderosa Guarda Revolucionária e a liderança como um todo permanecem ativas.

A chefe de inteligência dos EUA, Tulsi Gabbard, afirmou em uma audiência no Senado que o regime no Irã "permanece intacto, porém amplamente degradado" devido aos ataques contra sua liderança.

gq (AFP)

Aeronaves são atingidas por destroços no Aeroporto Ben Gurion, em Israel
Três jatos particulares estacionados no maior aeroporto internacional de Israel sofreram danos "graves" devido ao impacto de destroços provenientes de um ataque com mísseis iranianos, informou a Autoridade Aeroportuária de Israel nesta quarta-feira (18/03). Não houve relatos de feridos.

gq (DW)

Otan diz que discute a "melhor maneira" de reabrir o Estreito de Ormuz
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que os membros da aliança estão atualmente discutindo "a melhor maneira" de reabrir o Estreito de Ormuz.

"Todos concordamos, é claro, que o comércio precisa ser reaberto", disse Rutte a repórteres durante uma visita à Noruega. "O que sei é que os aliados estão discutindo como fazer isso. […] trabalhando nisso coletivamente."

A fala de Rutte ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, criticar a aliança transatlântica por não apoiar explicitamente seu plano de enviar navios militares a Ormuz e garantir a navegação no estreito.

gq (DW)

Merz diz que Alemanha teria "desaconselhado" os EUA a atacar o Irã
O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, disse ao Bundestag (a câmara baixa do Parlamento alemão) nesta quarta-feira (18/03) que Alemanha não enviará navios ao Estreito de Ormuz enquanto o conflito aberto com o Irã não cessar. Também questionou a operação americana e afirmou que, se tivesse sido consultado, teria desaconselhado o presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar Teerã.

Segundo ele, seu governo tem "muitas dúvidas" sobre a estratégia por trás da campanha lançada pelos EUA e por Israel contra o Irã. "Até hoje, não há um plano convincente sobre como essa operação poderia ser bem-sucedida", disse Merz em Berlim.

"Washington não nos consultou e não considerou necessária a assistência europeia. Teríamos desaconselhado seguir esse curso de ação da maneira como foi feito", continuou.

Merz, que esteve em Washington dias após o início dos ataques ao Irã e adotou um tom amplamente conciliatório na Casa Branca, endureceu sua retórica nos últimos dias, à medida que os combates se prolongam e as consequências políticas e econômicas se acumulam.

Anteriormente, Trump chegou a agradecer Merz pela "ajuda" do país europeu com o Irã.

Merz volta a rejeitar ação em Ormuz

Ele reiterou no parlamento que a Alemanha não participaria de operações para garantir a navegação no Estreito de Ormuz enquanto os combates continuassem, mas deixou em aberto a possibilidade de assistência caso os EUA e Israel consigam primeiro negociar a paz com Teerã.

"Se as condições forem adequadas, não nos fecharíamos a uma discussão sobre [garantir] a livre navegação, por exemplo, no Estreito de Ormuz", disse Merz.

Sem citar nomes, o chanceler federal também pareceu responder às reações de Trump diante da relutância dos parceiros da Otan em enviar navios militares ao Golfo.

"Não podemos e não vamos deixar de dizer honestamente aos nossos parceiros em que pontos vemos as coisas de maneira diferente e onde temos interesses divergentes", argumentou. "Uma parceria como essa deve ser capaz de suportar isso; caso contrário, não é uma parceria."

No entanto, o chanceler também afirmou que seu governo não queria que "essa guerra se tornasse um fardo para as relações transatlânticas", dizendo que a Alemanha "quer e precisa" de sua parceria com os EUA.

Na terça-feira, Trump havia criticado diretamente os países da Otan por não apoiarem sua ação no Golfo.

gq (DW, OTS)