Ataques israelenses no sul do Líbano matam 4, incluindo 2 crianças

Ofensiva contra o Hezbollah é parte do conflito que aflige o Oriente Médio há três semanas

AFP
Vila de Khiam, no sul do Líbano, foi um dos alvos de Israel Foto: AFP

Ao menos quatro pessoas morreram, entre elas, duas crianças, após Israel bombardear o sul do Líbano nesta segunda-feira (16). Em duas semanas, a guerra já fez mais de 880 vítimas no país árabe. As informações são do Ministério da Saúde de Beirute, especificando que o novo ataque aéreo ocorreu em Al-Qantara, cidade estratégica do conflito israelense contra o Hezbollah.

Ainda de acordo com o comunicado do governo libanês emitido hoje e citado pela agência estatal NNA, ao menos 886 pessoas morreram desde 2 de março, data que marca o início do confronto entre as partes, parte da escalada da guerra no Oriente Médio que começou no Irã em 28 de fevereiro.

A nota esclarece que entre as vítimas, 67 são mulheres, 111 são crianças e 38 são agentes de saúde. Já o número de feridos é de 2.141.
Hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram operações militares “terrestres no sul do Líbano”, que têm como alvo “importantes redutos do Hezbollah” e visam “fortalecer postos avançados defensivos” na região.

Ataques continuam pela terceira semana

Nesta segunda-feira (16), o Exército de Israel iniciou “operações terrestres limitadas” contra o Hezbollah no sul do Líbano. “Nos últimos dias, soldados da 91ª Divisão das FDI iniciaram operações terrestres limitadas e direcionadas contra redutos-chave do Hezbollah no sul do Líbano“, afirmaram as Forças de Defesa de Israel (FDI) em um comunicado.

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“A atividade é parte de um esforço de defesa mais amplo para estabelecer e fortalecer uma posição defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na região”, acrescentou o Exército.

“Antes da entrada dos soldados na região, as FDI efetuaram ataques com o uso de artilharia e da Força Aérea Israelense contra vários alvos terroristas para mitigar as ameaças no ambiente operacional”, afirma a nota.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, nos bombardeios americanos e israelenses contra a República Islâmica.

Trump nega cessar-fogo

Neste domingo (15), o presidente americano Donald Trump disse que as condições para um acordo de cessar-fogo com o Irã ainda “não são suficientemente boas”. A fala ocorreu antes de Israel lançar neste domingo, 15, uma nova onda de ataques contra a república islâmica.

Trump também disse que as forças americanas intensificarão os ataques na costa iraniana, ao norte do Estreito de Ormuz, para abrir caminho e permitir a retomada do transporte de petróleo.

O bloqueio iraniano desse estreito, por onde costumava passar um quinto da produção mundial de hidrocarbonetos, disparou o preço do petróleo. O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que ainda não foi visto em público, prometeu em uma declaração por escrito manter Ormuz fechado.

Mas Trump sugeriu que talvez ele não esteja no comando do Irã. “Não sei se ele está vivo”, declarou. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, assegurou que “não há nenhum problema” com o novo líder, que aparentemente ficou ferido no primeiro dia da guerra.

Com informações de Ansa e AFP