Países registram ataques no Golfo em meio a cessar-fogo entre EUA e Irã

Emirados Árabes reportaram interceptação de ao menos 12 mísseis balísticos

Novos ataques foram registrados no Golfo
Novos ataques foram registrados no Golfo Foto: AP

As tensões no Golfo voltaram a escalar pela primeira vez em quase quatro semanas de cessar-fogo na guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

Nesta segunda-feira, 4, os Emirados Árabes Unidos relataram que suas defesas aéreas interceptaram ao menos 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones iranianos. Moradores de várias regiões foram orientados a procurar abrigo.

Segundo a agência de notícias DPA, o Irã confirmou um ataque a instalações de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, em reação ao que descreveu como uma “passagem ilegal” de navios de guerra dos EUA pelo Estreito de Ormuz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter lançado uma operação para garantir o tráfego marítimo na região, com contratorpedeiros navais entrando no Golfo. Os americanos disseram ter afundado seis pequenos barcos iranianos, o que Teerã nega. Segundo Trump, a ação ocorreu após suposta ofensiva contra dois navios neutros no conflito, incluindo um cargueiro sul-coreano.

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Mísseis foram disparados no Golfo

A Guarda Revolucionária do Irã ainda afirmou ter disparado vários mísseis como advertência contra navios de guerra americanos operando ao largo da costa sul, enquanto a mídia iraniana informou que dois mísseis teriam atingido uma embarcação dos EUA. A Casa Branca negou.

Os Emirados Árabes Unidos também relataram um ataque separado com drone iraniano a um petroleiro operado pela estatal de energia ADNOC, sem registro de vítimas. Já a Coreia do Sul analisa relatos de que uma embarcação ligada a uma empresa de navegação sul-coreana havia sido atacada na região.

Em Omã, um prédio residencial em Bukha foi atingido e trabalhadores estrangeiros ficaram feridos. Não ficou imediatamente claro quem foi o responsável.

As negociações entre Irã e EUA para transformar a trégua, iniciada em 8 de abril, em um acordo permanente estão paralisadas, diante de divergências sobre as ambições nucleares do Irã e o controle do Estreito de Ormuz.

*Com informações de Deutsche Welle e Reuters