Irã diz que ataques de EUA e Israel mataram mais de 200

Crescente Vermelho iraniano afirmou que bombardeios atingiram 24 das 31 províncias do país neste sábado, 28

Bombardeio de EUA e Israel atingiu Irã neste sábado, 28 de fevereiro
Bombardeio de EUA e Israel atingiu Irã neste sábado, 28 de fevereiro Foto: Akka Tenare/AFP

O Crescente Vermelho do Irã disse neste sábado, 28, que tinha registrado pelo menos 201 mortos e 747 feridos nos ataques de Israel e Estados Unidos contra o país.

Das 31 províncias do país, “24 foram afetadas e o Crescente Vermelho está em alerta“, afirmou a organização, em comunicado publicado por uma agência local. Este é o primeiro balanço global que a imprensa iraniana publica desde os bombardeios.

Ainda não está claro quantas baixas foram registradas na cúpula política e militar do Irã, que denunciou a morte de pelo menos 85 pessoas, sobretudo crianças, em uma escola primária para meninas em Minab, na província de Hormozgan.

Essa região fica na margem do Estreito de Ormuz, rota estratégica para a navegação global, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, e abriga um quartel da Guarda Revolucionária do Irã, um dos alvos do ataque.

O que dizem Israel e EUA

Segundo as Forças de Defesa Israelenses, a operação envolveu “cerca de 200 aviões de caça” e atingiu “500 alvos” em todo o Irã. “Foi o maior ataque aéreo na história da Aeronáutica Militar de Israel”, afirmam as IDF. Na noite deste sábado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fará um pronunciamento.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o objetivo da ofensiva militar é destruir mísseis iranianos e aniquilar sua Marinha e projetou novos bombardeios se o país prosseguir com seus programas nucleares e de mísseis balísticos.

“Minha administração tomou todas as medidas possíveis para minimizar o risco para o pessoal americano na região. Mesmo assim, e não faço essa declaração levianamente, o regime iraniano busca matar”, disse Trump em um vídeo compartilhado no Truth Social.

“Corajosos heróis americanos podem morrer e podemos ter baixas, o que frequentemente acontece em guerras, mas estamos fazendo isso, não para agora. Estamos fazendo isso para o futuro, e é uma missão nobre”, concluiu.