Ataque russo deixa 40 mortos em centro de ajuda humanitária na Ucrânia

Bombardeio atingiu instalação utilizada para distribuição de alimentos e abrigo de moradores; dezenas de pessoas permanecem desaparecidas

Ataque russo deixa 40 mortos em centro de ajuda humanitária na Ucrânia

Um ataque atribuído às forças russas contra um centro de distribuição de ajuda humanitária na Ucrânia deixou pelo menos 40 mortos, segundo informações divulgadas por autoridades ucranianas nesta quarta-feira (4).

O bombardeio atingiu a localidade de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, no sudeste do país. Outras 59 pessoas foram consideradas desaparecidas durante as operações de busca.

O episódio está entre os ataques mais graves contra uma área utilizada por civis registrados recentemente no conflito.

Centro distribuía ajuda à população

O local atingido funcionava em uma antiga escola subterrânea, utilizada como abrigo e ponto de distribuição de assistência humanitária.

Moradores procuravam a instalação para receber alimentos e outros itens essenciais.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ataque ocorreu enquanto pessoas chegavam ao local para buscar ajuda.

Equipes de emergência trabalharam na remoção dos escombros e na procura por possíveis sobreviventes.

Socorristas também morreram

Entre as vítimas estavam integrantes das equipes de resgate e policiais que atuavam na região.

As autoridades ucranianas afirmaram que a área foi atingida por múltiplos bombardeios.

O Ministério da Defesa da Rússia declarou que seus ataques tinham como alvo unidades militares ucranianas nas proximidades.

As alegações apresentadas pelos dois lados não eliminam a necessidade de investigação independente sobre as circunstâncias do episódio.

Bombardeio ocorre antes de novas negociações

O ataque aconteceu poucos dias antes de uma nova rodada de conversas diplomáticas prevista para 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi.

Representantes da Rússia e da Ucrânia devem participar de discussões mediadas pelos Estados Unidos sobre possibilidades de redução das hostilidades e acordos de segurança.

O episódio reforça as dificuldades para alcançar uma solução negociada enquanto os combates continuam provocando mortes e destruição.

Da IstoÉ