Ataque perto de Paris deixa morto; França investiga hipótese racista

Suspeito foi preso após disparos em três pontos de Trappes e La Verrière; uma criança de 12 anos está entre os quatro feridos graves.

Use a legenda: “Montagem editorial com imagens de arquivo; não retrata necessariamente o ataque em Trappes e La Verrière.”
Foto: Use a legenda: “Montagem editorial com imagens de arquivo; não retrata necessariamente o ataque em Trappes e La Verrière.”

Um ataque a tiros nas cidades de Trappes e La Verrière, na região de Yvelines, nos arredores de Paris, deixou uma pessoa morta e outras quatro gravemente feridas nesta sexta-feira, 23. Entre os feridos está uma criança de 12 anos.

O suspeito foi detido, e a Procuradoria Nacional Antiterrorismo da França assumiu a investigação. O órgão apura a hipótese de que o crime tenha tido motivação racista, sem que as circunstâncias e a motivação definitiva dos disparos tenham sido esclarecidas até o momento.

Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, o atirador fez os disparos de dentro de um Renault Clio e atingiu cinco pessoas em três locais diferentes dos dois municípios. O ministro afirmou que a arma usada aparentava ser automática ou de uso militar.

A Procuradoria abriu inquérito por homicídio relacionado a uma empresa terrorista, com o agravante de possível crime motivado pela origem racial, étnica, nacional ou religiosa das vítimas. A apuração também inclui suspeitas de posse de arma automática e associação criminosa com finalidade terrorista.

O prefeito de Trappes, Ali Rabeh, declarou à emissora BFMTV que o agressor parecia atirar de forma aleatória em diferentes pontos da cidade. Segundo ele, houve diversos disparos em bairros do município.

De acordo com o sindicato policial Unité 78, o suspeito foi interceptado em La Verrière em uma operação rápida, sem registro de feridos entre os agentes de segurança.

O presidente Emmanuel Macron manifestou solidariedade às vítimas e às famílias. Em publicação nas redes sociais, afirmou que o país está ao lado dos atingidos pelo ataque e agradeceu às forças de segurança pela prisão do suspeito.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu classificou o caso como “gravíssimo” e disse que as autoridades policiais e judiciais foram mobilizadas para a investigação.

Da IstoÉ e Agência ANSA