Ataque isralense mata três jornalistas no sul do Líbano

Ataque isralense mata três jornalistas no sul do Líbano

"JornalistasProfissionais de emissoras ligadas ao Hezbollah foram atingidos por míssil. Israel acusa correspondente de "terrorismo". Líbano classifica o incidente como "crime flagrante". Acompanhe o conflito.
Alemanha acusa Rússia de ajudar o Irã
EUA avaliam mandar mais 10 mil militares ao Oriente Médio
Ministro alemão diz que EUA e Irã planejam encontro no Paquistão
Trump recua de novo e adia ultimato contra Irã
Israel mantém ataques no Líbano, e Hezbollah descarta negociações
Paquistão entrega plano de paz dos EUA ao Irã, que confirma recebimento, mas o considera "excessivo"
Trump volta a pôr Otan em cheque e rebate crítica de premiê alemão: "Ucrânia não é nossa guerra, mas nós ajudamos eles"
Houthis do Iêmen atacam Israel e entram na guerra no Oriente Médio

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Milhares de militares americanos chegam ao Oriente Médio
Cerca de 3,5 mil marinheiros e fuzileiros navais dos Estados Unidos chegaram ao Oriente Médio a bordo do USS Tripoli, um navio de assalto anfíbio, informou o Exército norte‑americano neste sábado (28/03).

Segundo o Comando Central dos EUA o navio chegou na sexta-feira. As tropas se juntam a milhares de fuzileiros navais já enviados ao Oriente Médio. No total, os EUA já mobilizaram mais de 50 mil soldados para a região.

Desde o início da guerra, as forças dos EUA atingiram mais de 11 mil alvos no Irã e danificaram ou destruíram mais de 150 embarcações iranianas, disse o Comando Central em outra publicação no sábado.

gq (dpa)

Indonésia negocia passagem de navios no Estreito de Ormuz; Tailândia diz que chegou a acordo
A Indonésia afirmou neste sábado (28/03) que mantém negociações com o Irã para garantir a passagem de seus petroleiros pelo Estreito de Ormuz.

"A embaixada do Irã em Jacarta transmitiu a consideração favorável do governo iraniano sobre a passagem segura dos navios do grupo Pertamina no Estreito de Ormuz", disse um porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores da Indonésia à agência de notícias AFP, referindo‑se aos petroleiros de uma subsidiária da estatal de energia Pertamina.

A empresa fará preparativos para dar seguimento à resposta "positiva" de Teerã, acrescentou.

As embarcações estão retidas no Golfo Pérsico enquanto o Irã impõe um bloqueio quase total ao estreito.

Já o primeiro‑ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou que seu país chegou a um acordo com o Irã para permitir a passagem de navios tailandeses pelo estreito.

"Com esse acordo em vigor, há maior confiança de que interrupções como as registradas no início de março não voltarão a ocorrer", disse Anutin.

gq (DW)

Ataque isralense mata três jornalistas no sul do Líbano
Um ataque israelense matou três jornalistas no sul do Líbano – dois repórteres e um cinegrafista – informaram as emissoras Al Mayadeen e Al Manar neste sábado (28/03). Os veículos de imprensa são ligados ao grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã.

A Al Manar afirmou que seu correspondente Ali Shoeib morreu em um ataque próximo à cidade de Jezzine.

No mesmo bombardeio, Fatima Ftouni, repórter do canal Al Mayadeen, e seu irmão Mohamed, cinegrafista, também foram mortos, segundo as emissoras.

Pouco antes do bombardeio, Ftouni havia entrado ao vivo com um boletim no local.

Israel reconhece ter mirado Shoeib

O Exército israelense reconheceu ter mirado Shoeib, acusando-o de ser um "terrorista da unidade de inteligência da Força Radwan do Hezbollah".

Israel afirma que Shoeib atuava "sob o disfarce de jornalista" para "expor a localização de soldados das Forças de Defesa de Israel que operam no sul do Líbano e ao longo da fronteira". A nota não citou a morte dos demais profissionais.

A emissora Al Manar não respondeu às acusações israelenses, mas descreveu Shoeib como um jornalista "distinto por sua cobertura profissional e precisa dos acontecimentos".

Autoridades libanesas condenaram o ataque. O presidente do país, Joseph Aoun, classificou a ação como um "crime flagrante que viola todas as leis e acordos que protegem jornalistas".

Ao menos 1,1 mil pessoas morreram e 3,4 mil ficaram feridas no Líbano desde o início da guerra.

gq (AP, DW, OTS)

Trump volta a pôr Otan em xeque e rebate crítica de premiê alemão: "Ucrânia não é nossa guerra, mas nós ajudamos eles"
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu nesta sexta-feira (27/3) que seu país poderá não ajudar países membros da Otan em caso de necessidade.

"Nós sempre teríamos estado lá por eles, mas agora, com base nas ações deles, acho que não precisamos, né?", disse durante um fórum de investimentos em Miami.

Desde o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã há um mês, Trump tem repetidamente expressada frustração com a falta de apoio dos aliados ocidentais e sua relutância em enviar forças para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para exportações de petróleo e gás do Golfo vulnerável a ataques iranianos.

"Acho que um erro tremendo foi quando a Otan simplesmente não estava lá", disse, referindo-se à ação dos EUA no Irã. "Nós sempre teríamos estado lá por eles, mas agora, com base nas ações deles, acho que não precisamos, né?"

O tráfego pelo estreito praticamente parou, levando a um salto nos preços globais de energia.

Seis potências importantes, incluindo Reino Unido, França, Alemanha e Japão, dizem estar prontas para "contribuir com esforços apropriados", mas não fizeram qualquer compromisso.

Crítica a premiê alemão

Trump também citou nominalmente o premiê alemão, Friedrich Merz. "Friedrich disse: 'Esta não é a nossa guerra'", afirmou. "A Ucrânia não é a nossa guerra, mas nós ajudamos eles [os europeus]", rebateu.

Horas antes, o premiê alemão criticara os EUA pela guerra no Irã, acusando Trump de "ameaçar a todos" com o conflito e pondo em dúvida a estratégica americana e israelense. "O objetivo realmente é mudança de regime?", questionou. "Se este for o objetivo, não creio que vão alcançá-lo. Quase sempre isso deu errado."

Na semana passada, Trump chamou os demais membros da Otan de "covardes" e disse que a aliança era um "tigre de papel" sem os Estados Unidos.

Nesta sexta, o americano também teceu elogios aos países árabes aliados de Washington no Oriente Médio, afirmando que conflitos do tipo mostram "quem são seus amigos" – o evento em Miami é organizado pela Arábia Saudita.

O líder republicano tem condicionado a retomada de negociações com o Irã à reabertura do Estreito de Ormuz.

ra (dpa, AFP, Lusa)

Houthis do Iêmen atacam Israel e entram na guerra no Oriente Médio
Em um sinal de que a guerra no Oriente Médio pode estar se expandindo ainda mais, o Exército israelense anunciou que interceptou um míssil vindo do Iêmen na madrugada deste sábado (28/3) – o primeiro desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Os rebeldes houthis apoiados pelo Irã assumiram a autoria do ataque, e prometeram continuar até que a "agressão" em todas as frentes terminem. No dia anterior, eles já haviam advertido que se juntariam à guerra caso EUA e Israel continuassem a atacar o Irã ou mais países entrassem para o conflito.

Os houthis ganharam notoriedade no passado recente por atacar navios no Mar Vermelho em retaliação à guerra de Israel na Faixa de Gaza. As ações da milícia iemenita abalaram o transporte marítimo na região, que antes da guerra escoava cerca de 1 trilhão de dólares (R$ 5,26 trilhões) em mercadorias por ano.

Até o sábado, contudo, o grupo vinha se mantendo fora do atual conflito.

O ataque põe também em cheque um possível acordo com o Irã, que chegou a permitir a passagem de ajuda humanitária e produtos agrícolas pelo Estreito de Ormuz.

Um possível envolvimento dos houthis na guerra também complicaria a mobilização do porta-aviões americano USS Gerald R. Ford, que foi para o porto em Creta na segunda-feira para reparos. Enviar o porta-aviões de volta ao Mar Vermelho poderia colocá-lo no mesmo ritmo intenso de ataques enfrentado pelo USS Dwight D. Eisenhower em 2024 e pelo USS Harry S. Truman na campanha americana de 2025 contra os houthis.

Quem são os houthis?

Os houthis se derivam de um grupo tribal do norte do Iêmen, próximo à fronteira com a Arábia Saudita. Eles pertencem à subseita dos xiitas zaiditas, distinta dos muçulmanos xiitas tradicionais por certos artigos de fé.

O grupo controla a capital do Iêmen, Sanaa, desde 2014, e até agora permaneceu fora da guerra, já que os rebeldes têm mantido um cessar-fogo instável há anos com a Arábia Saudita, que lançou uma guerra contra o grupo em nome do governo exilado do Iêmen em 2015.

Os houthis são vistos como aliados estreitos de Teerã, considerando-se parte do "Eixo da Resistência", uma aliança regional que também inclui o Hamas de Gaza, o Hezbollah do Líbano e diversas facções paramilitares iraquianas.

A guerra no Oriente Médio, que agora completa um mês, irrompeu depois que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, que retaliou com ataques contra Israel e aliados árabes de Washington na região. O conflito abalou o transporte aéreo global, interrompeu exportações de petróleo e fez os preços dos combustíveis dispararem. O controle do Irã sobre o Estreito de Hormuz, uma via marítima estratégica, também agravou os impactos econômicos da guerra.

ra (AP, Reuters, AFP)

Israel e EUA atacam dois complexos nucleares iranianos
Israel e Estados Unidos atacaram nesta sexta-feira no centro do Irã o complexo de água pesada de Jondab e de yellowcake (concentrado de urânio) de Ardakan, duas substâncias-chave para o desenvolvimento de combustível no processo nuclear, sem que tenham sido registrados mortos ou vazamentos radioativos, segundo as autoridades iranianas.

"A planta de Jondab (reator de pesquisa de água pesada) foi atacada por inimigos sionistas e americanos”, denunciou o vice-governador político, de segurança e social da província de Markazi (centro), Hasan Qamari, conforme reportou a agência de notícias IRNA.

O responsável provincial assegurou que "não ocorreu nenhum vazamento radioativo e que a população não deve se preocupar em absoluto".

Qamari considerou que estes ataques refletem “o desespero” dos adversários diante dos avanços científicos e industriais da república islâmica e afirmou que não afetarão o desenvolvimento das atividades nucleares e industriais do Irã.

Quase ao mesmo tempo, a Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI) anunciou que os Estados Unidos e Israel atacaram sua instalação de yellowcake (óxido de urânio concentrado) na cidade central de Ardakan, onde também não houve liberação de materiais radioativos para o exterior do complexo.

Esta planta de Ardakan é uma instalação fundamental onde o minério de urânio é transformado em yellowcake, um passo intermediário antes do enriquecimento nuclear.

Jps (EFE)

Rubio diz que operação militar no Irã terminará "em questão de semanas"
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira que a operação militar contra oIrã terminará em "questão de semanas" e pediu aos demais países para que "se envolvam mais" para que a navegação no estreito de Ormuz "seja segura".

"Não podemos deixá-los (os líderes do Irã) construir uma arma nuclear para ameaçar o mundo. Como o Departamento de Guerra já disse, estamos adiantados em nosso plano e o terminaremos no momento adequado, questão de semanas, não mais", declarou Rubio a jornalistas após a reunião do G7 realizada ontem e hoje nos arredores de Paris, e da qual ele participou apenas no último dia.

"Temos objetivos, estamos muito felizes por estar perto de alcançá-los e muito em breve", acrescentou, sem dar detalhes porque, segundo ele, é algo que cabe ao Departamento de Guerra dos Estados Unidos.

O que Rubio revelou é que o Irã enviou "mensagens" que mostram seu interesse em uma solução diplomática para a guerra que está travando com Estados Unidos e Israel, mas não respondeu ao plano proposto por Washington para pôr fim ao conflito.

"Ainda não o recebemos (…) Trocamos mensagens e sinais do sistema iraniano, o que resta dele, que indicam sua disposição de dialogar sobre certos temas", afirmou.

jps (EFE)

Europeus temem que Rússia esteja fornecendo drones ao Irã
Agências de inteligência na Europa creem que a Rússia está prestes a suprir o Irã com armas na guerra com EUA e Israel, enviando-lhe drones de fabricação russa.

A informação, repassada por fontes anônimas de governos europeus, circulou em grandes jornais da imprensa britânica e americana. E é relevante por causa dos bombardeios constantes que podem estar exaurindo o arsenal iraniano.

Rússia e Irã estreitaram relações após a invasão russa da Ucrânia, com o fornecimento de drones iranianos a Moscou e ações para driblar sanções ocidentais.

Agora, o Kremlin estaria retribuindo o favor, após colocar de pé uma linha própria de fabricação de drones – que hoje, segundo o New York Times, seria capaz de produzir milhares de unidades por mês.

A informação foi desmentida pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Emissários da Casa Branca e de governos europeus já haviam acusado antes a Rússia de fornecer imagens de satélite e outras informações de inteligência sobre possíveis alvos americanos no Oriente Médio.

"Putin cinicamente espera que a escalada no Oriente Médio vá desviar nossa atenção de seus crimes na Ucrânia", disse a repórteres nesta sexta-feira (27/3) o ministro alemão do Exterior, Johann Wadephul. "Este cálculo não pode ser bem-sucedido. Vemos muito bem como esses conflitos estão interligados."

ra (ots)

Mais de 300 militares dos EUA feridos desde início da guerra contra o Irã
Ao menos 303 militares americanos foram feridos até agora na guerra do Irã, deflagrada em 28 de fevereiro, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) nesta sexta-feira (27).

"A maioria dos ferimentos foram leves, e 273 militares retornaram ao serviço", informou o porta-voz do Centcom e capitão da Marinha, Tim Hawkins.

Dez militares, contudo, estariam gravemente feridos, segundo informou uma fonte anônima do governo à agência de notícias AFP. Outros 13 foram mortos — sete no Golfo e seis no Iraque.

Também nesta sexta, as Forças Armadas do Irã declararam que hotéis que abrigam soldados dos EUA na região passariam a ser considerados alvos legóto,ps.

"Quando todos os americanos entram em um hotel, então, do nosso ponto de vista, esse hotel se torna americano", disse o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi, à TV estatal iraniana.

O regime iraniano ainda não divulgou um balanço atualizado de mortos na guerra, mas um grupo ativista sediado nos EUA contabiliza 1.167 militares iranianos mortos e outros 658 em situação incerta.

ra (AFP)

Conflito no Oriente Médio pode deixar 363 milhões em insegurança alimentar
O conflito no Oriente Médio pode piorar a situação de insegurança alimentar global em 2026, atingindo 363 milhões de pessoas, informou o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA).

Antes, as projeções da entidade totalizavam 318 milhões em insegurança alimentar em 68 países.

Segundo a agência, a alta nos preços de energia causada pelos confrontos na região tem o maior impacto sobre os preços dos alimentos, deixando países de baixa renda especialmente vulneráveis.

O PMA afirma que as rendas per capita nos países mais pobres ainda não voltaram aos níveis pré-pandemia, e isso num cenário de dificuldades orçamentárias dos governos e pressão inflacionária.

ra (AP)

Guerra desalojou mais de 370 mil crianças no Líbano, afirma Unicef
O conflito entre Israel e o Hezbollah desalojou mais de 370 mil crianças no Líbano nas últimas três semanas — uma média de 19 mil por dia —, alertou nesta sexta-feira (27/3) o representante no Líbano do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Marcoluigi Corsi.

Ataques israelenses intensificados e ordens de evacuação em massa têm provocado um dos maiores e mais rápidos deslocamentos populacionais da história do país, segundo autoridades da ONU.

O conflito foi desencadeado por ataques da milícia xiita libanesa Hezbollah contra Israel em 2 de março. O grupo, classificado como terrorista por diversos países do Ocidente, diz agir em solidariedade ao Irã, que desde o fim de fevereiro vem sendo alvo de uma ofensiva conjunta dos EUA e Israel.

Israel respondeu ao Hezbollah com uma invasão terrestre do sul do Líbano que desde então levou à evacuação de cerca de 15% do território libanês.

Segundo a Unicef, ao menos 121 crianças foram mortas no conflito, e outras 399 ficaram feridas.

ra (Reuters, EFE)

Pentágono avalia enviar mais 10 mil soldados ao Oriente Médio
O Pentágono avalia enviar um adicional de até 10 mil soldados ao Oriente Médio para dar ao presidente americano, Donald Trump, mais opções militares enquanto não há um acordo de paz com o Irã, informou o diário americano Wall Street Journal nesta quinta-feira (26/3).

No mesmo dia, Trump anunciou nas redes sociais que resolveu adiar novamente o bombardeio de usinas de energia iranianas, citando conversas "produtivas" com o regime.

ra (Reuters)

Guerra teria destruído só 1/3 do arsenal de mísseis do Irã
Em um mês de guerra, Israel e EUA teriam logrado destruir apenas um terço do arsenal de mísseis do Irã, informou nesta sexta-feira (27/3) a agência de notícias Reuters, citando cinco fontes anônimas do governo americano.

Embora um terço do estoque de mísseis ainda possa estar disponível para uso, outro terço provavelmente está danificado ou enterrado em túneis — alguns dos quais podem ser recuperados quando os combates pararem —, segundo quatro dessas fontes.

A capacidade de drones de Teerã seria semelhante, com cerca de um terço provavelmente destruído, disse uma fonte.

As estimativas contrastam com falas de Trump, que vem argumentando que os EUA teriam degradado "90%" do arsenal de mísseis do Irã.

Tanto Israel quanto os EUA afirmam querer garantir que o Irã não possa mais ameaçar Israel com mísseis balísticos ou com seu programa nuclear, que o Irã diz ser puramente civil.

Com os danos à região do Golfo aumentando, esses países dizem aos EUA que qualquer acordo deve não apenas encerrar a guerra, mas também limitar permanentemente as capacidades de mísseis e drones do Irã, e garantir que os suprimentos globais de energia nunca mais sejam atacados.

Mais o regime iraniano segue enviado sinais de não estar abatido e continua a lançar ataques aéreos pela região, elevando os preços de energia e tumultuando os mercados financeiros.

ra (Reuters)

Alemanha acusa Rússia de ajudar o Irã a identificar alvos
Em declarações à imprensa durante uma reunião do grupo dos países do G7 na França, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, acusou a Rússia de ajudar o Irã a identificar potenciais alvos de ataques.

Ele também afirmou que o presidente Vladimir Putin esperava usar a guerra com o Irã como uma distração para seus ataques à Ucrânia. "Putin espera cinicamente que a escalada no Oriente Médio desvie nossa atenção de seus crimes", disse Wadephul, se referindo as ações russas no território ucraniano.

"Esse cálculo não pode ter sucesso. Vemos claramente o quão intimamente os dois conflitos estão interligados. A Rússia está evidentemente apoiando o Irã com informações sobre potenciais alvos", acrescentou o ministro.

Wadephul também disse ter conversado com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a quem explicitou a disposição da Alemanha em desempenhar um papel no Estreito de Ormuz tão logo terminem as hostilidades.

rc/md (DW)

Cruz Vermelha: mais de 1.900 mortos e pelo menos 20 mil feridos no Irã
Segundo a Cruz Vermelha, mais de 1.900 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques de EUA e Israel, em 28 de fevereiro. Pelo menos 20 mil pessoas ficaram feridas, informa a Cruz Vermelha, citando informações do Crescente Vermelho Iraniano.

Dezessete centros do Crescente Vermelho foram atingidos e quase 100 ambulâncias foram danificadas ou destruídas, 289 instalações farmacêuticas, médicas e de saúde foram danificadas. Cerca de 600 escolas e outras instituições de ensino também foram afetadas.

A Cruz Vermelha pede à comunidade internacional que apoie seus esforços de ajuda humanitária no Irã.

md (DPA, ots)