O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, escalou o ministro Alexandre de Moraes, que preside os inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos no STF, para coordenar a Comissão de Segurança Cibernética criada para acompanhar as investigações da PF que apuram quem operou as invasões ao site do tribunal no primeiro turno das eleições. O objetivo foi desestabilizar o processo eleitoral e enfraquecer o regime democrático, segundo Barroso. Ele já disse suspeitar do envolvimento de bolsonaristas nesses ataques. Alexandre também investiga, desde março, as interligações dessas “milícias digitais” em todas essas ações criminosas. Ou seja, as mesmas pessoas que tentaram invadir o TSE disseminaram fake news e ameaçaram as instituições em maio e junho.

Bolsonaristas

O ministro Alexandre de Moraes, que vai suceder Barroso no TSE em 2022, exatamente para comandar as eleições que escolherão o sucessor de Bolsonaro, já tem provas suficientes para comprovar que esses grupos bolsonaristas tentaram tumultuar o processo democrático este ano. Eles são compostos, inclusive, por parlamentares ligados ao presidente.

O comando

Esse grupo formado por Barroso e Alexandre para impedir novos ataques de hackers neste segundo turno é formado ainda pelo corregedor do TSE, ministro Luis Felipe Salomão, e pelo delegado federal Disney Rosseti, assessor especial de segurança institucional do TSE e que fazia parte da cúpula da PF na gestão de Sergio Moro no Ministério da Justiça.

Largada para 2022

Ataque aos hackers
Sergio Andrade

O governador João Doria e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, intensificam a costura de um projeto que está sendo montado para tirar Bolsonaro do Planalto em 2022. Maia participou da reunião do secretariado de Doria na sexta-feira, 20. Os dois trabalham pela reeleição de Bruno Covas neste domingo, numa iniciativa que une PSDB e DEM, e que conta também com o empenho de Rodrigo Garcia (à esq.).

Retrato falado

Ataque aos hackers
“Vou apoiar qualquer coisa contra Bolsonaro” (Crédito:Leonardo Aversa )

Essa frase, dita por Felipe Neto ao “Estadão”, revela o que vem por aí em 2022. “Preciso ir à luta como nunca antes na vida para impedir a reeleição de Bolsonaro”, disse ele. Indiciado pela polícia do Rio de Janeiro por supostamente divulgar material impróprio para menores, “por pressões” do presidente, o youtuber está pintado para a guerra. “Vou apoiar qualquer um que for para o segundo turno contra Bolsonaro, seja Huck, Haddad, Lula, Marina, Ciro, Doria ou o Tiririca.”

Toma lá dá cá

Ataque aos hackers
Eduardo Gomes, líder do governo no Congresso (Crédito:Jefferson Rudy)

O senhor acredita que as reformas tributária e administrativa possam vir a ser votadas ainda este ano?
Tenho certeza que as reformas ficarão para o ano que vem. Começarão a ser apreciadas somente depois da eleição das mesas da Câmara e do Senado, em fevereiro.

O senhor pode vir a ser candidato a presidente do Senado?
Vamos esperar uma definição para saber se é viável ou não a reeleição do Davi Alcolumbre. Amigos estão lembrando o meu nome caso ele não possa ser reeleito.

A sua chegada à liderança melhorou a articulação do governo no Congresso?
Sim, mas ainda estamos longe do ideal. Há algum tempo o governo vem patinando. Apesar de todos os improvisos, porém, o governo vem se sobressaindo.

A mamata nas estatais

Entenda por que os partidos do Centrão aderem aos governos, desde o mensalão do PT ao acordão com Bolsonaro: todos querem mamar nas tetas de 46 estatais. Os salários nas diretorias dessas empresas públicas são acima dos valores do mercado, sem contar os “por fora”, como revelou a Lava Jato. Para justificar por que tem que privatizar, o ministro da Economia entregou todo mundo, abrindo os salários nas estatais em 2019. Um diretor da Petrobras ganhou R$ 2,9 milhões, enquanto outro do BB faturou R$ 1,6 milhão. O presidente da CEF, Pedro Guimarães, embolsou R$ 1,1 milhão. Nas estatais, como a PPSA (Pré-Sal Petróleo), os salários médios foram de R$ 31,3 mil.

BNDES

Gustavo Montezano, presidente do BNDES, engordou sua conta com R$ 1,2 milhão em 2019. E, nos falidos Correios, os 370 mil funcionários receberam, em média, R$ 20 mil mensais. Pior: a União desembolsou R$ 10 bilhões com planos de saúde de 1,6 milhão de funcionários e seus dependentes. Valeu Paulo Guedes.

A luta de Maguito

Ataque aos hackers
Divulgação

Maguito Vilela não está enfrentando apenas Vanderlan Cardoso para prefeito de Goiânia. Luta pela vida no Hospital Albert Einstein, onde está intubado e sedado, pela Covid-19, desde o dia 27 de outubro. Foi assim que ele venceu o primeiro turno (36,02% a 24,67%) e será assim que ele disputará o segundo turno neste domingo: internado em São Paulo.

Estável

O Hospital Albert Einstein informa que o seu estado de saúde “é estável”. Além da doença que o acomete, duas das suas irmãs já faleceram por causa do coronavírus nos últimos meses. A família teria um problema congênito que levaria à fragilidade em relação ao vírus. Maguito, que já foi governador de Goiás, foi também senador várias vezes.

Novos tempos

Ataque aos hackers
Divulgação

O médico Cláudio Lottenberg acaba de tomar posse como novo presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib). Durante a posse, na sexta-feira, 20, ele pediu um minuto de silêncio pelo bárbaro assassinato de João Alberto Freitas, asfixiado por dois policiais em um supermercado Carrefour.

Rápidas

* É vergonhoso o que Bolsonaro faz para livrar o filho Flávio no caso das rachadinhas. Na sexta-feira, 20, ele chamou ao Planalto o desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto, corregedor do TJ-RJ, que vai decidir se a Justiça aceita ou não a denúncia contra o 01.

* E não adianta Bolsonaro estrebuchar contra a imprensa. Sua mulher Michelle não é investigada e não foi denunciada pelo MP, mas ainda não explicou por que recebeu R$ 89 mil de Queiroz e sua mulher Márcia.

* A esposa de Queiroz, inclusive, atuou abertamente na quadrilha chefiada por Flávio. Segundo o MP-RJ, ela desviou R$ 1,1 milhão. Só dos seus salários como fantasma, destinou R$ 868 mil para o marido repassar para o 01.

* Na denúncia do MP-RJ, há documentos que comprovam que Márcia depositou seis cheques para Michelle, no valor de R$ 17 mil, em 2011. Não há, até aqui, uma única justificativa para a primeira-dama receber o dinheiro.