Ataque aéreo da junta militar de Mianmar mata 17 pessoas, afirmam grupos locais

Um ataque aéreo executado pela junta militar que governa Mianmar contra um mercado rural no oeste do país deixou pelo menos 17 mortos, informaram nesta quarta-feira (25) dois grupos locais.

Mianmar é cenário de uma guerra civil desde que os militares deram um golpe de Estado em 2021, o que provocou uma resistência armada de militantes pró-democracia organizados em guerrilhas e facções de minorias étnicas que exercem influência nas zonas periféricas do país do sudeste asiático.

O Exército de Arakan, uma organização armada etno-nacionalista, afirmou que “17 civis inocentes” morreram na terça-feira em um bombardeio da Força Aérea da junta contra a aldeia de Yoe Ngu, no estado de Rakhine (oeste). O grupo civil voluntário Ponnagyun Youth Association (PYA) anunciou um balanço de 18 mortos.

“A cena era realmente horrível, quatro ou cinco edifícios foram incendiados e muitos foram destruídos”, comentou o presidente da PYA, Pyae Phyo Naing, que visitou o local após o ataque.

Segundo o jovem de 23 anos, “algumas pessoas choravam enquanto muitos cadáveres permaneciam espalhados na área”.

“Algumas pessoas fugiram do local, porque as casas ainda estavam em chamas quando chegamos”, acrescentou.

Até o momento, não foi possível entrar em contato com o porta-voz da junta birmanesa para ouvir comentários sobre a denúncia.

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