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Ataque a ônibus mata oito pessoas no Quênia

Ataque a ônibus mata oito pessoas no Quênia

Carro que foi usado em ataque dos shebab em Mogadiscio, em 26 de outubro de 2016 - AFP/Arquivos

Pelo menos oito pessoas, incluindo policiais, foram mortas na sexta-feira à noite em um ataque a um ônibus por islamitas somalis shebab no condado de Wajir, na região nordeste do Quênia, informou a presidência queniana neste sábado.

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“O presidente (Uhuru Kenyatta) foi informado ontem à noite (sexta-feira) de um ataque terrorista por militantes suspeitos de serem shebab contra um ônibus no condado de Wajir, durante o qual oito pessoas, incluindo policiais, foram brutalmente assassinados”, afirmou a presidência em comunicado.

Os shebab reivindicaram o ataque, que disseram ter levado “à morte de 10 cruzados, incluindo agentes secretos da segurança e funcionários do governo”.

Um oficial da polícia disse à AFP, sob condição de anonimato, que sete policiais haviam sido mortos. “O número total de pessoas mortas é 10. Uma das vítimas foi identificada como um médico local”, afirmou a fonte.

A polícia queniana anunciou na sexta-feira à noite em um comunicado, sem fornecer um balanço, que o ônibus viajava entre as cidades de Wajir e Mandera quando o ataque ocorreu, por volta das 17H30 (11H30 de Brasília).

As forças de segurança quenianas estão perseguindo os agressores, afirmou a presidência, assegurando ao público que o governo está determinado a continuar a “repressão implacável a elementos criminosos, incluindo suspeitos de terrorismo”.

Os condados de Wajir e Mandera, na fronteira com a Somália, são frequentemente palco de ataques surpresa dos shebab, especialmente contra as forças de segurança quenianas.

Os shebab usam regularmente dispositivos explosivos improvisados para atacar a polícia e as forças do exército que patrulham a área. Dezenas de policiais e soldados quenianos foram mortos dessa maneira.

Mas também não hesitam em atacar diretamente os veículos. Em novembro de 2014, eles emboscaram um ônibus perto de Mandera, onde separaram os passageiros de acordo com sua religião e executaram 28 não-muçulmanos.

Afiliados à Al-Qaeda, os shebab querem derrubar o governo federal de Mogadíscio, apoiado pela missão da União Africana na Somália (Amisom).

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