Esportes

Astro da seleção francesa de vôlei é preso em MG por importunação sexual

O astro da seleção francesa masculina de vôlei Earvin N’Gapeth, de 28 anos, foi preso na madrugada de segunda-feira, em casa noturna de Belo Horizonte acusado de importunação sexual. O jogador, do time russo Zenit Kazan, atuou pela equipe no Mundial de Clubes disputado em Betim, nos arredores de Belo Horizonte, competição encerrada no fim de semana com vitória do time italiano Civitanova, que bateu os brasileiros do Cruzeiro. O Zenit Kazan ficou em terceiro lugar. N’Gapeth foi levado para o presídio Nelson Hungria, em Contagem, ainda nesta segunda-feira, por volta das 16h30.

A justiça fixou em R$ 50 mil a fiança para soltura do jogador de Earvin N’Gapeth. O advogado do atleta, Dino Miraglia, afirmou que o pagamento será feito. A fiança foi determinada em audiência de custódia conduzida pela juíza Fabiana Cardoso Gomes Ferreira no Fórum Lafayette, a primeira instância da justiça em Minas Gerais.

O jogador responderá o processo em liberdade e terá que voltar ao Brasil para audiências, segundo informações do Fórum Lafayette. Conforme o advogado do atleta, N’Gapeth já retornou ao presídio Nelson Hungria. A soltura irá ocorrer assim que comprovado o pagamento da fiança.

A polícia foi chamada à casa noturna, por volta das 2h. Uma mulher de 29 anos, que não teve o nome revelado, afirmou que o jogador francês lhe deu um tapa nas nádegas. A vítima relatou que estava indo embora junto com o namorado e um amigo, quando isso ocorreu. Uma testemunha confirmou o relato da mulher. Aos policiais, o jogador francês disse que o tapa é comum entre homens ou mulheres em seu país, e também no vôlei, e que isso não configuraria nenhum tipo de agressão ou ofensa.

O jogador, que estava em um camarote com amigos, disse ainda que confundiu a mulher com uma conhecida e que, imediatamente após perceber o equívoco, pediu desculpas, que acabaram não sendo aceitas. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Mulheres como importunação sexual, com pena de um a cinco anos de prisão.

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Segundo informações da Polícia Civil, a legislação não prevê, para esse tipo de crime, pagamento de fiança na delegacia para liberação do acusado. A decisão de permanência na prisão, ou pagamento de fiança caberá exclusivamente ao juiz na audiência de custódia. O advogado de N’Gabeth, Dino Miraglia, disse nesta terça que estava no Fórum Lafayette, a primeira instância da justiça mineira, aguardando o início da audiência, e que, por isso, não poderia falar com a reportagem.

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