O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca anunciou nesta quinta-feira (29) que investirá 15 bilhões de dólares (78 bilhões de reais) na China até 2030, durante a visita a Pequim do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
A injeção de recursos pretende impulsionar “a produção de medicamentos, a pesquisa e o desenvolvimento”, segundo um comunicado da empresa.
Embora a AstraZeneca tenha investido consideravelmente nos últimos meses nos Estados Unidos, sob pressão de Donald Trump, a China “tornou-se uma contribuinte essencial para a inovação científica, a fabricação avançada e a saúde pública mundial”, afirmou o CEO do grupo, Pascal Soriot.
O executivo da AstraZeneca é um integrante importante da delegação de empresários que acompanha o primeiro-ministro britânico na China.
Soriot, que afirma que a indústria farmacêutica está em declínio na Europa por falta de apoio suficiente dos poderes públicos, havia anunciado no ano passado um investimento de 50 bilhões de dólares (260 bilhões de reais) nos Estados Unidos até 2030, após a ameaça de tarifas de Trump sobre o setor.
Mas o grupo também está muito concentrado na China, onde já havia anunciado em março do ano passado que investiria 2,5 bilhões de dólares.
Com o novo investimento no país asiático, a AstraZeneca afirma que pretende reforçar suas capacidades em terapia celular e radioconjugados, uma nova forma de tratamento contra o câncer baseada em isótopos radioativos.
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