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Assessores e motoristas de Lula custaram R$ 847 mil a União durante prisão

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Ex-presidente Lula retorna à sede da Polícia Federal em Curitiba após acompanhar o funeral de seu neto em São Paulo - AFP (Crédito: AFP)

A equipe de assessores e motoristas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) custou pelo menos R$ 847.282,62 – entre junho de 2018 e outubro de 2019 – pagos pela Presidência da República, enquanto estava preso. As informações foram obtidas pelo Uol por meio da Secretaria-Geral da Presidência.

Previsto pela lei, os ex-presidentes têm direito a uma equipe de oito servidores. O salário dos auxiliares pode chegar a R$ 13,6 mil cada um. No caso de alguns integrantes da equipe de Lula que são militares, eles recebem remuneração extra por causa da função comissionada.

De acordo com a reportagem, de junho a dezembro de 2018, a Presidência gastou R$ 323.726,12 com a equipe de apoio a Lula. De janeiro a outubro de 2019, R$ 523.556,50, segundo dados do Planalto. Quando incluídos os oitos dias de novembro de 2019 em que Lula ainda esteve na prisão, o valor despendido pode chegar a R$ 878.033,91.

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À reportagem do Uol, a assessoria de Lula afirmou que a equipe de auxiliares é um direito de todos os ex-presidentes. No entanto, a assessoria não respondeu quais atividades os assessores, seguranças e motoristas desempenharam enquanto Lula estava na cadeia.

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, todos os outros cinco ex-presidentes vivos contam uma equipe de oito servidores paga pela União. São eles José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e Michel Temer. Em 2019, o custo com essas equipes foi de R$ 3.880.081,24.

Além das equipes, os ex-presidentes contam com verba para combustível e manutenção de veículos. Em 2019, o primeiro item custou R$ 112.023,41 aos cofres públicos. O segundo, R$ 13.592,61. Todos também têm direito a ajuda com passagens e diárias.