Mundo

Assessor de Trump queria manter em sigilo conversa com presidente da Ucrânia

Assessor de Trump queria manter em sigilo conversa com presidente da Ucrânia

Timothy Morrison (C), diretor para Rússia e Europa do Conselho de Segurança Nacional - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

Um assessor de Donald Trump recomendou restringir o acesso à conversa com o chefe de Estado da Ucrânia que desencadeou o atual processo de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, de acordo com seu depoimento ao Congresso, divulgado no sábado.

Timothy Morrison, especialista em Ucrânia na Casa Branca, declarou ao Congresso que percebeu de maneira imediata o caráter extremamente sensível do diálogo telefônico entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, em 25 de julho.

Na ligação, que teve a transcrição publica pela Casa Branca no fim de setembro, após a intervenção de um denunciante, Trump pediu ao colega ucraniano para investigar Joe Biden, um dos principais pré-candidatos do Partido Democrata para as eleições de 2020 e seu eventual rival.

A conversa está no centro do processo de destituição iniciado pelos democratas, que acusam o republicano de abuso do poder presidencial.

“Recomendei (…) restringir o acesso a esta conversa”, disse Morrison, antes de explicar que não percebeu nada de condenável no diálogo.

“O depoimento de Morrison mostra que a ligação telefônica do Trump de 25 de julho ao presidente ucraniano Zelenski provocou um alerta imediato em toda a Casa Branca”, afirmou em um comunicado Adam Schiff, o congressista democrata que comanda a investigação contra o chefe de Estado.