O homem condenado por assassinar a tiros o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe em 2022 apresentou recurso contra a pena de prisão perpétua, informou nesta quarta-feira (4) o seu advogado.
Tetsuya Yamagami, 45 anos, foi declarado culpado há duas semanas pelo Tribunal Distrital de Nara e condenado à prisão perpétua por usar uma arma de fabricação caseira para assassinar Abe durante um evento de campanha ao ar livre.
“Hoje, apresentei o pedido de apelação”, anunciou o advogado de defesa designado pelo tribunal, Masaaki Furukawa.
O advogado afirmou que a ação é “uma oportunidade para corrigir uma decisão injusta do tribunal”. Ele se recusou a comentar as intenções de Yamagami com o recurso, sem explicar se ele busca reverter a condenação ou reduzir a pena.
O assassinato de Abe obrigou um país pouco acostumado à violência armada a refletir e motivou um escrutínio sobre os supostos vínculos de políticos importantes conservadores com uma seita, a Igreja da Unificação.
O caso de Yamagami gerou alguma simpatia entre a opinião pública, já que sua equipe de defesa argumentou que o ataque foi motivado pelas grandes doações que sua mãe fez à Igreja, o que teria levado a família à falência.
Abe havia discursado em eventos organizados por alguns grupos da seita, que apoiou o seu Partido Liberal Democrata nas eleições.
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