Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

A justiça francesa condenou nesta quarta-feira (29) a penas que variam de 2 anos de prisão a prisão perpétua sem liberdade condicional os vinte acusados dos ataques de 13 de novembro de 2015 em Paris.

Seguem, abaixo, as sentenças impostas.

– Salah Abdeslam –

Um tribunal de Paris condenou Salah Abdeslam, o único membro sobrevivente dos comandos que mataram 130 pessoas na capital francesa e em Saint-Denis, à prisão perpétua incondicional.

A promotoria havia pedido a pena máxima do Código Penal contra o francês de 32 anos pela “grande gravidade dos fatos”. Abdeslam garantiu durante o julgamento que “renunciou” a ativar seu cinto de explosivos na noite do ataque.

– Mohamed Abrini –

Conhecido como o “homem de chapéu” dos ataques de Bruxelas em março de 2016 (32 mortos), Abrini foi condenado à prisão perpétua com 22 anos de cumprimento obrigatório.

Abrini – que participou da preparação dos ataques em Paris – reconheceu que estava “planejado” para fazer parte dos comandos naquela noite, mas que finalmente desistiu muito antes de 13 de novembro.

– Sofien Ayari e Osama Krayem –

Sofien Ayari, um tunisiano de 28 anos, e Osama Krayem, um sueco de 29 anos, foram condenados a 30 anos de prisão, dois terços obrigatórios.

Segundo a promotoria, ambos os “combatentes” da organização Estado Islâmico (EI) tinham planejado realizar um ataque no aeroporto de Amsterdã em 13 de novembro de 2015, mas que algo “imprevisto” ocorreu e impediu o ato.

– Mohammed Amri e Hamza Attou –

Mohammed Amri, um belga-marroquino de 33 anos, foi condenado a oito anos de prisão por buscar Salah Abdeslam em Paris de carro na noite do ataque, junto com Hamza Attou.

Este último, o mais jovem dos réus, foi condenado a quatro anos de prisão.

– Ali Oulkadi –

Ali Oulkadi, um francês de 37 anos, foi condenado a cinco anos de prisão por ter ajudado Abdeslam no início de sua fuga e não tê-lo denunciado.

– Mohamed Bakkali –

Mohamed Bakkali, um belga-marroquino de 35 anos, que permaneceu em silêncio durante o julgamento, deve cumprir pelo menos 20 dos 30 anos de prisão a que foi condenado.

Para a acusação, ele é uma “peça central” da célula jihadista e o “homem de confiança” dos chefes de logística, para quem alugava esconderijos e carros.

– Farid Kharkhach –

Farid Kharkhach foi condenado a dois anos de prisão por fabricar documentos de identidade falsos para a célula jihadista. Este belga-marroquino de 39 anos assegurou que não sabia que eles seriam usados para o ataque e os magistrados não mantiveram o caráter terrorista contra ele.

– Yassine Atar –

Yassine Atar, irmão mais novo do autor dos atentados e “presente em momentos-chave”, segundo a acusação, deve cumprir dois terços dos oito anos de prisão impostos.

Este belga de 35 anos sempre afirmou sua inocência.

– Ali El Haddad Asufi –

Ali El Haddad Asufi, um belga-marroquino de 37 anos, considerado o “melhor amigo” do chefe da logística dos ataques, Ibrahim El Bakraoui, deve cumprir dez anos de prisão, dois terços obrigatórios.

Embora não tenha sido possível determinar a origem das armas utilizadas, o condenado foi um dos que tentou obtê-las, segundo a acusação.

– Abdellah Chouaa –

Abdellah Chouaa, um belga-marroquino de 41 anos, foi condenado a quatro anos de prisão. Ele foi julgado por pegar Abrini no aeroporto em seu retorno da Síria.

– Adel Haddadi e Muhammad Usman –

O paquistanês Muhammad Usman e o argelino Adel Haddadi foram condenados a 18 anos de prisão, 12 obrigatórios. Esses “combatentes experientes e confiáveis” deveriam realizar um ataque na França, de acordo com a acusação, mas foram presos na Grécia, de onde chegaram da Síria.

– Julgados à revelia –

– Oussama Atar –

O belga Oussama Atar, que o Ministério Público considera “o maior responsável pelo terror” e o autor do ataque, foi condenado à prisão perpétua sem liberdade condicional. Acredita-se que ele morreu na Síria.

– Fabien e Jean-Michel Clain –

A justiça impôs penas de prisão perpétua incondicionais a dois franceses, presumivelmente falecidos na Síria: Fabien Clain, que leu a declaração do EI reivindicando a responsabilidade pelo ataque, e seu irmão Jean-Michel.

– Ahmad Alkhald e Obeida Aref Dibo –

O chefe da célula jihadista Ahmad Alkhald, pseudônimo do sírio Omar Darif, foi condenado à prisão perpétua, sem liberdade condicional. A acusação considera que ele viajou para a Bélgica para “supervisionar” a fabricação dos cintos explosivos.

Outro alto funcionário de “operações estrangeiras” do grupo sírio do EI, Obeida Aref Dibo, também recebeu uma sentença de prisão perpétua incondicional.

Acredita-se que ambos tenham sido mortos em ataques ocidentais na Síria.

– Ahmed Dahmani –

Ahmed Dahmani, amigo de Abdeslam e acusado de ajudar a preparar os ataques, terá que cumprir uma pena de 30 anos de prisão.

Este belga-marroquino de 33 anos fugiu um dia após o ataque para a Turquia, onde foi condenado a 10 anos de prisão em 2016 e onde permanece detido.

burs-tjc/js/am