As provas de Moro

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SAIU ATIRANDO Fugindo ao seu estilo comedido, Moro deixou o ministério com artilharia pesada contra Bolsonaro (Crédito: Divulgação)

A demissão de Moro não é o fim para ele. Pode ter sido o início da derrocada de Bolsonaro, dada a gravidade das denúncias feitas pelo ex-juiz. Tudo o que Moro disse é passível de crime de responsabilidade por parte do presidente. Ele garante ter as provas das acusações: Bolsonaro queria, de fato, interferir na PF com a demissão do diretor-geral. O próprio presidente, em seu discurso para rebater as denúncias, confessou que “até implorava ao Moro” relatórios diários de inquéritos na PF e pedia sua ingerência em investigações no STF. Crimes confessos, suficientes para o impeachment do capitão. Sem contar que Bolsonaro fraudou a assinatura de Moro na exoneração de Valeixo. Foram pelo menos 7 crimes cometidos pelo capitão. O Congresso só não o tira se o Centrão se vender.

No STF

O sonho de Moro sempre foi o STF, mas é indecente a tese de Bolsonaro, segundo a qual o ex-juiz lhe sugeriu trocar a cabeça de Valeixo pela indicação ao Supremo. Se ele quisesse a barganha, era só ter aceito a demissão do diretor-geral. O fato é que Moro ainda tem chance de ir para a Corte. Basta Bolsonaro cair. Mourão o indicaria sem pestanejar.

Harvard

O ex-juiz nunca escondeu que gostaria de passar um tempo estudando em Harvard. Pode ser que o faça agora, voltando em 2022, às vésperas das eleições. Pode ter seu nome na cédula. Ou pode montar um escritório de advocacia com a mulher Rosângela, que também é advogada. Sem emprego não ficará: cinco governadores
lhe ofereceram cargos nos Estados.

Arapongagem na PF?

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O ex-ministro Bebianno disse que Carlos Bolsonaro queria implantar uma central de espionagem no Planalto e o chefe seria Alexandre Ramagem. Ele não permitiu. Carluxo, então, o levou para a Abin. Agora, os meninos de Bolsonaro o indicaram para a direção da PF, mas o ministro Alexandre de Moraes estragou a festa e suspendeu a posse. Bolsonaro aceitou o golpe e desistiu de indicar o amigo. Vai conseguir tutelar a PF?

Rápidas

* A deputada Janaína Paschoal (PSL) não se conteve ao ver um post do ministro Abraham Weintraub fazendo piada com um médico equatoriano que não conseguiu evitar a morte da sogra. “Cala a boca, sem noção!”, disse Janaína a Weintraub, recebendo aplausos no Twitter.

* A ministra Tereza Cristina está perto de perder o cargo na Agricultura. Os filhos do presidente e o “gabinete do ódio” trabalham nisso. O mais provável é a escolha de Nabhan Garcia, secretário de assuntos fundiários.

* A deputada Joice Hasselmann (PSL) define como é organizado o “bando” dos três filhos do presidente. “Um é completamente louco, outro é psicopata/narcisista e o terceiro é o rei da rachadinha”, escreveu ela no Twitter.

Retrato falado

“Moro simbolizava a luta contra a corrupção, a seriedade do governo” (Crédito:Divulgação)

O empresário Luciano Hang, maior apoiador do presidente Bolsonaro no setor varejista, declarou-se descontente com a demissão de Sergio Moro. Para ele, a saída do ministro representa uma grande perda para o governo: “perdemos um grande centroavante”. Segundo o dono das lojas Havan, agora o país terá a difícil missão de administrar uma crise política em meio à pandemia e a grave situação econômica. Para ele, Bolsonaro errou. “Não era hora de perder ninguém”, disse.

Trégua na Economia

Paulo Guedes estava com um pé fora do governo, mas Bolsonaro encheu sua bola na segunda-feira, 27, e deu-lhe uma trégua. Quando o ministro Braga Netto (Casa Civil) divulgou, na semana passada, o “Plano Pró-Brasil”, segundo o qual o governo aplicaria R$ 30 bilhões para gerar 1 milhão de empregos na infraestrutura, ele havia selado
a saída de Guedes. Afinal, o governo não tem esse dinheiro, pois já já gastou mais de R$ 600 bilhões para socorrer a economia. E se tiver que gastar ainda mais, será o caos. Teremos estagflação. Ou seja, recessão de 5% e inflação nas nuvens, uma vez que o Tesouro terá que emitir um caminhão de dinheiro para compensar a “gastança”.

Plano furado

Depois que causou um profundo mal estar em Guedes, o general Braga Netto explicou que o “Pró-Brasil”, na verdade, não era bem um plano. O que ele divulgou, segundo explicou depois, é que era um plano para que o Brasil tivesse um plano, em julho, para planejar o futuro. Entendeu Paulo Guedes?

Toma lá dá cá

Bozzella Júnior, Deputado Federal (Crédito:Divulgação)

Como o senhor avalia a posição do presidente contrária à política de isolamento social?
É uma total falta de responsabilidade. Está contrariando a OMS, os maiores líderes mundiais e orientando as pessoas a irem se aglomerar nas ruas. É o mesmo que condená-las à morte.

O senhor acha que ele está minimizando a doença?
Ao contrário do que o Bolsonaro diz, a Covid-19 não é uma “gripezinha”. Já matou mais de 6 mil pessoas no Brasil.

O governo está tomando as medidas certas para combater a doença?
O Ministério da Saúde estava alinhado com o isolamento social, mas o Planalto insiste em agir na contramão
de todas as orientações, ignorando o cenário de terror visto na Itália, na Espanha e nos Estados Unidos.

Combate ao vírus

A deputada Carla Morando, líder do PSDB na Assembleia de São Paulo, tomou uma iniciativa inédita: vai doar os seus salários para ajudar nas ações de combate ao coronavírus na sua cidade, São Bernardo do Campo. Ela apresentou também projeto para que 3% do corte de despesas na Assembleia sejam destinados ao setor cultural do Estado.

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Prefeito também

Carla Morando está sendo seguida também por seu marido, Orlando Morando, prefeito de São Bernardo do Campo. Ele também está doando os salários para a cidade enfrentar a Covid-19. No total, os dois depositaram R$ 40 mil na conta do Fundo Social de Solidariedade de São Bernardo em abril. Os dois pegaram a doença e se recuperaram.

Impeachment já

Sérgio Lima

A deputada Joice Hasselmann, líder do PSL, está ingressando com pedido de impeachment de Bolsonaro junto à direção da Câmara. Para ela, ao interferir politicamente na PF, o presidente cometeu crime de responsabilidade. “O presidente traiu o povo brasileiro”, diz a ex-aliada de Bolsonaro no Congresso.

 

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