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“As pessoas não entendem amizade pura e sincera”, diz Paulo Cintura sobre Bolsonaro

Crédito: Reprodução Instagram

Paulo Cintura, de 68 anos, humorista que ficou muito conhecido pelo seu bordão “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa” na Escolinha do Professor Raimundo, gerou polêmica ao participar do ato pró-Bolsonaro em Brasília, que aconteceu no último domingo (03).

O artista deu uma entrevista ao site NaTelinha e contou como começou a sua amizade com o presidente do Brasil que, segundo ele, nasceu sem interesse. Ele ainda explicou que após Sérgio Moro ter deixado o governo, sua opinião mudou sobre o ex-ministro da Justiça.

“Ele era um cara que eu falava bem dele nas manifestações em Copacabana, sempre gostei dele, mas eu fiquei triste. Sabe uma esposa traída? Um marido traído? Assim que me senti: traído. Eu realmente acreditava nele. Estou triste e completamente decepcionado com a atitude dele. Profundamente”, disse.

Ainda sobre a sua amizade com Bolsonaro, Cintura contou que aconteceu de forma natural. “Eu moro num lugar e ele mora no lado. Surgiu, sabe? Surgiu do nada. Sem compromisso nenhum, sem interesse nenhum, como qualquer amizade. É que as pessoas hoje em dia têm o coração tão ruim que acham que tudo é armação. As pessoas não entendem amizade pura e sincera entre as pessoas. Esse é o problema, meu irmão”.

O humorista falou também sobre a posição de Bolsonaro sobre o coronavírus, classificando como resfriadinho, que as pessoas precisam ir para as ruas trabalhar. “Eu penso o seguinte: vá pra rua, pegue Sol, faça exercícios, ar livre, alimentação alcalina, aumenta a imunidade, sorria e seja otimista. Vai ficar em casa como, meu irmão? Fechado, todo mundo fechado e o bichinho rodando por aí? Tem que ter ar livre, tem que ter corrente de ar, tem que ter Sol, só vitamina D. Sou totalmente a favor das pessoas não ficarem em casa. Você fica em casa, enquanto os políticos ficam fazendo festinha, dançam, se abraçam e não usam máscara? Isso é uma gozação com o povo brasileiro.

E continuou: “Será que ninguém percebe que esses governantes querem o caos econômico pra poder dar corda no Bolsonaro? Será que ninguém acordou ainda? Aí fica um monte de zé ruela falando ‘fica em casa’, mas eles ficam em casa tomando champanhe, comendo lagosta, mas a empregada dele tá lá na casa dele dando comida. A realidade é que as pessoas são pobres, moram 10 caras na mesma casa, num espaço de três quartos e precisam trabalhar. Como você quer que ele fique em casa?”, concluiu Paulo Cintura.

Confira as imagens em que Paulo Cintura aparece ao lado de Bolsonaro: