As dez coisas que a Covid-19 matou

A Covid-19 já matou mais de 5 mil pessoas no Brasil, mas a doença está fezendo outro tipo de vítimas:
1) A reeleição de Bolsonaro – Se um novo mandato para o presidente já era difícil por conta da recessão que a pandemia causará até 2022, a crise política provocada pelas denúncias do ex-ministro Sergio Moro e as dezenas de pedidos de impeachment poderão acabar com as chances da reeleição.

2) A Reforma Tributária – Com a pandemia dominando a cena no Congresso, adeus Reforma Tributária. Nenhum parlamentar será louco de propor a retirada de recursos dos já falidos Estados ou de sugerir novos impostos para aumentar receitas.

3) A Reforma Administrativa – Se o governo não conseguiu nem enviar a reforma ao Congresso antes da crise gerada pelo coronavírus, não será agora que os parlamentares mexerão com o funcionalismo.

4) O liberalismo de Guedes – Tchau liberalismo. Quando o governo resolveu injetar mais de R$ 600 bilhões para salvar as empresas da derrocada trazida pelo coronavírus, acabou a política de menor intervenção na economia.

5) Teto de gastos – Além do Teto de Gastos, pode estar acabando a Lei de Responsabilidade Fiscal. É bem verdade que o Congresso autorizou gastos excepcionais em tempo de guerra, mas esses dois indicadores estão automaticamente mortos este ano.

6) Empregos formais e informais – A Covid-19 deverá destruir milhões de empregos. Se já tínhamos 12% de desempregados, é possível que atinjamos os 20%, que também são esperados nos EUA e Espanha.

7) Capitalismo selvagem – A Covid-19 está provando que as empresas devem ser mais solidárias e ajudar os desvalidos, pois o coronavírus ensinou que elas nada valem sem as pessoas (ou como força de trabalho ou como consumidoras).

8) Prisão em segunda instância – A medida seria colocada em discussão este ano no Congresso, mas a pandemia tirou de pauta todos os assuntos que não são relativos ao combate à doença.

9) Juiz de Garantias – O STF iria decidir no começo do ano como implantar um segundo juiz para os processos criminais, conforme foi aprovado no Congresso no final do ano passado. Mas a pandemia tornou esse assunto totalmente secundário.

10) Eleições municipais – A menos de seis meses das eleições, o mais provável é que o pleito seja adiado. O fato é que os partidos já deveriam estar escolhendo a esta altura os candidatos, o que não acontece. A pandemia desviou o foco da disputa eleitoral. Resumo da ópera: o mundo não vai acabar, mas a pandemia vai mudar definitivamente nossas vidas em 2020.

O mundo não acabará, mas a pandemia mudará, de forma definitiva, nossas vidas em 2020

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