As conversas secretas da esquerda sobre a mansão de Flávio Bolsonaro

As conversas secretas da esquerda sobre a mansão de Flávio Bolsonaro

Toca o telefone na casa do corrupto e lavador de dinheiro Lula da Silva. É a nossa eterna estoquista de vento, Dilma Rousseff:

– Alô, Lula.
– Diga, querida.
– Você viu o Bessias? Digo, o Lulinha? Perdão, o bolsokid?
– Sim, querida.
– O que você acha?
– Que o Fábio Luiz (o Lulinha) é um bosta.
– Mas como ele arrumou tanto dinheiro em tão pouco tempo de governo?
– O Fábio?
– Não, o outro Lulinha. O do Bolsonaro.
– Pra você ver como o Moro nos persegue. Só a gente, né? Isso a Globo não mostra!

Toca o telefone novamente. Desta vez, é Gleisi Hoffmann:

– Bom dia, sábio iluminado que alegra a minha existência e torna o meu dia “super”.
– O que você quer, ô puxa saco?
– Snif… pôxa…
– Fale logo, mala sem alça.
– Snif… o que posso declarar sobre o sítio, ops!, a casa do senhor, desculpe, do Fábio?
– Que Fábio, criatura? Fábio é o meu filho. Sítio é o de Atibaia. E que mané minha casa cê tá falando?
– Do filho do Coiso, do Bozo, do fascista, nazista, machista, sexista, homofóbico, você sabe quem.
– Ah, do companheiro Bolsonaro? Deixa pra lá. O cara agora é nosso. Diga que o filho dele é um rapaz trabalhador e que tem direito à casa própria, como todo brasileiro deveria ter, e que quando a gente voltar ao governo, eu vou lançar o Minha Mansão, Minha Vida, e todo mundo poderá ter uma casa igual, e poderá fazer churrasco três vezes ao dia, com picanha e cerveja da qualidade das do Exército, pois criarei o Bolsa Churras, e também vou criar…
– Lula, sou eu, a Glesinha, a amante, a Coxa (apelidos da deputada na planilha de propina da Odebrecht), e não a Mônica Bergamo (colunista da Folha, quase uma porta-voz oficial do PT).
– É mesmo. Me esqueci. Tô com a cabeça ruim. Vou pedir à Marisa para trazer meu remédio.

Agora é a vez de Guilherme Boulos:

– Bom dia, presidente!
– Bom dia, companheiro Boulos.
– Bora invadir o cafofo dos Bolsonaro?
– Você acha que dará “ibope”?
– Claro, pô! É um latifúndio aquilo lá.
– Bom, aí já é com o companheiro Stédile, vou falar com ele.
– Ok. Mas me avise até quinta-feira, que é para dar tempo de mobilizar o pessoal. A previsão do tempo é de sol em Brasília no fim de semana. Vamos tocar o terror lá. Churrascão e xixi naquele piscinão, sem hora pra acabar.

Antes que possa chamar o terrorista do MST, toca o telefone do meliante de São Bernardo:

– Lula, é a Dilma outra vez.
– Ai, meu Jesus Cristinho. Fala, mulé!
– Qual deles é o Flávio Bolsonaro?
– Como assim, criatura?
– É o 01, 02, 03 ou 04?
– Eu sei lá, pô.
– É o da bananinha, o da rachadinha, o do ódio ou o “comedor” do condomínio?
– Não me amole; ligue para o Mantega, ele que entende de números. Se não conseguir, fale com o Toffoli; eles são unha e carne.
– Sim, mas qual deles costuma comprar e vender imóvel, sempre com dinheiro vivo?
– Todos eles.

Finalmente, o líder da quadrilha do Petrolão consegue realizar uma chamada:

– Fala, querido!
– Opa! Tudo bom, aí?
– Eu estou, mas e você?
– Tudo ótimo, porra! Já corri 10 km – eu sou atleta, né?, cê sabe – e já tomei meu tratamento precoce: cloroquina, ivermectina, própolis, leite condensado e uma tubaína pra ajudar. Você deveria experimentar, pô.
– Prefiro ficar na minha branquinha mesmo. Mas e essa sacanagem da imprensa com o seu filho? Com filho não se mexe.
– Rá, rá, rá… tudo certo, aí. O garoto é safo; tá acostumado, rá, rá, rá.
– Casão, hein! E eu me lasquei por causa de um sítio fubango e de um tripéc do Minha Casa, Minha Vida.
– É, mas eu já ajeitei isso, aí, pô! Tamo junto, talquei? Coloquei os caras lá, talquei? Agora é 3×2, de virada, rá rá rá rá. Kássio Conká é o cara. E o Aras, também.
– Sim, claro, muito obrigado. Não sei por que perdemos nosso tempo, brigando lá atrás.
– E tem mais: a casa nem é assim muito boa, não. Tá cheia de rachadinhas, rá, rá, rá, rá.
– Mudando de assunto, como vai a Micheque, perdão, Michelle?
– Ela está ótima, rá, rá, rá. É que eu sou imbrochável, pô!
– E o Queiroz? Tem que fazer como o Temer: tem que continuar isso aí, viu.
– Queiroz é nóis, talquei? Pode ficar tran-qui-lo que eu sei o que estou fazendo, talquei? O cara é meu amigo, não é como o seu amigo Palocci, não, talquei?
– Companheiro, e as vacinas? Tenho medo de morrer por causa dessa porra de convite. Me ajuda, aí.
– Rá, rá, rá… mas tu é um burro mesmo, né? É Covid, porra! E se morrer, morreu. Todo mundo morre um dia. Além do mais, e daí? Eu não sou coveiro. E agora chega, porra! Acabou.


Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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