Comportamento

As bicicletas pedem passagem

Vendas do setor mais do que duplicaram durante a pandemia e devem crescer ainda mais. Bikes elétricas conquistam adeptos

Crédito: GABRIEL REIS

PRATICIDADE A opção pelas bikes aumentou na pandemia por conta do isolamento social: transporte seguro (Crédito: GABRIEL REIS)

GABRIEL REIS

Abram alas para as bikes passarem. Reflexo do isolamento social causado pela pandemia, o setor teve um crescimento de 118% nas vendas entre os meses de junho e julho, em comparação com o mesmo período de 2019, segundo especialistas. Por conta das medidas restritivas adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e órgãos públicos, o veículo tornou-se uma alternativa eficaz na hora de driblar aglomerações. Segundo a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), a quarentena impulsionou a comercialização do meio de transporte e houve uma explosão de demanda em maio.

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“O aumento se deu especialmente porque a população procura soluções que evitem as viagens de transporte público”, afirma André Ribeiro, vice-presidente da Aliança Bike. O fator qualidade de vida também é visto como ponto importante na hora da escolha. E há um terceiro motivo para a febre das duas rodas: a ampliação da rede de ciclovias, algo que se verifica em várias cidades. “Comecei a andar de bicicleta para fugir do trânsito. Há ciclovias até a região do meu trabalho, então eu vou embora”, conta o galerista Tito Bertolucci, que mora na região do Itaim Bibi e trabalha na Vila Madalena, zona Oeste de São Paulo. “Durante a pandemia comprei uma bike elétrica. Ela é boa porque eu não chego suado no trabalho e não faço tanto esforço físico”.

Fontes: CET (Companhia
de Engenharia de Tráfego)
e Prefeitura Rio de Janeiro
Governo do Distrito Federal (GDF)

A nova moda

Com motor recarregável por meio de cabos ligados em tomadas simples (110v ou 220v), a bike elétrica atinge velocidade média de 25 km/h e pode ser comprada a partir de R$ 2 mil. De acordo com a Aliança Bike, a expansão na comercialização do produto foi de 34% ao ano entre 2016 e 2019. “Queria aumentar o uso de bike no meu dia a dia pra fugir do trânsito e do transporte público. O custo benefício é bom demais”, diz o videomaker Gabriel Nogueira, que após alugar uma bicicleta elétrica recentemente, se apaixonou e resolveu comprar a sua. “Com a pandemia, não troco minha bike por nada”, conclui. Tudo indica que as bicicletas terão um lugar cada vez mais importante no futuro pós-pandemia.

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