Artistas dos EUA se posicionam sobre Trump e atuação do ICE

Bruce Springsteen, Nicki Minaj e Stephen King opinaram sobre as mortes em Minneapolis pelos agentes de imigração – nem sempre da mesma forma.A morte de Renee Good e Alex Pretti por agentes do Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE) em Minneapolis, gerou reações em todo o planeta. Como era de se esperar, vários artistas americanos também se posicionaram sobre as políticas do presidente Donald Trump – nem sempre da mesma maneira.

A DW listou abaixo as principais repercussões na cultura pop americana da atual política de repressão a estrangeiros de Trump.

1. Nicki Minaj: mudança de rumo

São poucas as estrelas americanas que, neste momento, têm declarado o apoio a Donald Trump. No entanto, o presidente americano não está completamente sozinho no cenário cultural do país. Na quarta-feira (28/01), a rapper Nicki Minaj se autodeclarou "provavelmente a maior fã de Trump" durante um evento da Casa Branca, em Washington – e, no palco, segurou as mãos ao presidente republicano.

Minaj é considerada a mais bem-sucedida artista do rap, com mais de 250 milhões de discos vendidos. Ela nasceu em Trinidad e Tobago e chegou nos EUA quando tinha 5 anos. Sua base de fãs é composta principalmente por mulheres negras jovens e membros da comunidade LGBTQ+. Por isso, a apresentação de Minaj causou polêmica, mas não foi a primeira vez que algo similar aconteceu.

Em dezembro, por exemplo, ela já havia se apresentado ao lado de Erika Kirk, viúva do influenciador político de direita Charlie Kirk , assassinado a tiros. Na ocasião, Minaj descreveu Donald Trump como "bonito e elegante".

Mas em 2016, quando Trump chegou à presidência pela primeira vez, de Trump, ela havia se expressado de maneira bem diferente. Na época, Minaj cantou "Trump quer que eu vá para casa" e pediu para que seus amigos estrangeiros não fossem deportados.

2. Bruce Springsteen: canção de protesto

O compositor Bruce Springsteen se destacou por escrever, durante a carreira, diversas canções de cunho político e nunca fez segredo sobre sua rejeição a Donald Trump. Após as mortes violentas de Alex Pretti e Renee Good por agentes do ICE, Springsteen lançou a música Streets of Minneapolis.

"Os capangas de Trump espancaram ele, na cara e no peito", diz ele na canção. "Então ouvimos tiros, e Alex Pretti estava morto na neve. Eles alegaram que foi legítima defesa, senhor. Não acredite nos que vê", continua.

No final, surge o grito dos manifestantes, entoando o lema "Fora, ICE!". Springsteen dedica Streets of Minneapolis a Alex Pretti e Renee Good e "ao povo de Minneapolis, nossos vizinhos imigrantes inocentes".

3. Katy Perry: convocando a resistência

A cantora americana Katy Perry convocou os compatriotas a resistir concretamente contra as medidas brutais do ICE. "O poder está em suas mãos", postou ela no Instagram, onde deu instruções a seus cerca de 200 milhões de seguidores, com sugestões para eles "ligarem para seus senadores" a fim de impedir a liberação de recursos financeiros adicionais para o ICE no curto prazo.

4. Glenn Close: medo de uma guerra civil

A atriz Glenn Close também se dirigiu diretamente aos seus seguidores no Instagram. A estrela de Hollywood e vencedora do Globo de Ouro leu um discurso escrito em que declara estar "indignada e revoltada com o que está acontecendo sob o regime de Trump". Além disso, ela sugeriu que os EUA estariam à beira de uma guerra civil. "Há muito tempo tenho a sensação de que existem milhares e milhares de cidadãos americanos cujos porões estão cheios de armas. Temo que o ICE dê a eles um motivo para puxar o gatilho".

5. Stephen King: comparação com a Gestapo

O escritor de best-sellers Stephen King costuma se manifestar no X constantemente contra o presidente Donald Trump e as ações brutais do ICE. "Alex Pretti foi assassinado", escreveu ele na rede social, comparando as ações da agência de imigração dos EUA com as da polícia secreta da Alemanha Nazista sob Adolf Hitler. "O ICE é a Gestapo americana".