Arsenal e Atlético de Madrid empatam no primeiro duelo da semifinal na Champions

Confronto é marcado por pênaltis polêmicos para ambas as equipes

REUTERS/Violeta Santos Moura TPX IMAGES OF THE DAY
Arsenal e Atlético de Madrid empataram no primeiro duelo da semifinal da Champions League Foto: REUTERS/Violeta Santos Moura TPX IMAGES OF THE DAY

Um dia após a vitória eletrizante do Paris Saint-Germain sobre o Bayern de Munique na terça-feira (28), a semifinal da Champions League desta quarta-feira (29), entre Arsenal e Atlético de Madrid, decepcionou o torcedor com um empate em 1 a 1. A partida no Riyadh Air Metropolitano foi marcada por pouca emoção e pênaltis contestáveis, frustrando as expectativas de um grande espetáculo.

O que aconteceu

  • O Arsenal empata em 1 a 1 com o Atlético de Madrid em partida sem brilho pela semifinal da Champions League.
  • O confronto no Riyadh Air Metropolitano teve lances de pênalti polêmicos e poucas oportunidades claras de gol.
  • A decisão de qual time avançará à final da Champions League será na próxima terça-feira, no Emirates Stadium, em Londres.

Espanhóis e ingleses buscavam apagar o rótulo de “coadjuvantes” na reta final da Champions, mas o duelo apresentou um primeiro tempo decepcionante, com muita marcação e carente de lances emocionantes. A segunda etapa melhorou um pouco, especialmente pela necessidade dos mandantes de buscar o empate. Contudo, após o 1 a 1, o jogo voltou a ficar amarrado e taticamente pobre.

Confronto tático e expectativas frustradas

O Atlético entrou em campo no Metropolitano com algumas obrigações. A equipe sabia que seu ataque – o terceiro melhor da Champions, com 34 gols anotados – precisava se fazer presente para acabar com a invencibilidade do Arsenal. Em contrapartida, a frágil defesa, que já havia sofrido 26 gols, precisava relembrar seus grandes momentos da década, quando era um martírio para os adversários.

A torcida lotou as arquibancadas para auxiliar os comandados do técnico Diego Simeone diante de um Arsenal “gelado”, dono da melhor campanha na fase de classificação, com oito vitórias. O time inglês se tornou um visitante indigesto no mata-mata, somando um grande 1 a 1 contra o Bayer Leverkusen, pelas oitavas de final, e vencendo o Sporting, nas quartas, por 1 a 0.

Antoine Griezmann, o artilheiro Julián Alvarez, Ademola Lookman, além do filho Giuliano Simeone, eram as apostas ofensivas do comandante argentino para dar um passo importante rumo à quarta final e à busca pelo inédito título. O Atlético perdeu suas três finais anteriores, a primeira para o Bayern de Munique e as outras duas para o arquirrival Real Madrid.

Arsenal busca solidez defensiva

Do outro lado, o técnico Mikel Arteta tinha no brasileiro Gabriel Magalhães sua grande aposta no comando defensivo dos Gunners, vazado apenas cinco vezes na competição. Os adversários do Arsenal “definiram” suas classificações anteriores no primeiro duelo, com 5 a 2 sobre o Tottenham nas oitavas e 2 a 0 contra o Barcelona, pelas quartas. Sem Kai Havertz, desfalque por lesão, Arteta manteve Gabriel Martinelli, Noni Madueke e Viktor Gyokeres no ataque, com Bukayo Saka como opção ao lado de Leandro Trossard e Gabriel Jesus.

O jogo começou sem muita emoção, até Julián Alvarez exigir uma grande defesa do goleiro David Raya aos 14 minutos em uma batida forte de fora da área. O goleiro voou e espalmou a bola. A resposta veio de imediato com Martin Ødegaard, que foi travado na hora H por David Hancko.

Diferentemente do jogo da véspera, a vontade de ganhar dava lugar ao medo de perder. Consequentemente, os lances de ataques eram raros e sem complemento. A torcida até tentava animar seus ídolos em campo, mas o primeiro tempo foi morno. Mesmo com campo para contra-atacar, o Arsenal optava por evitar riscos e por manter a posse de bola em toques lentos e sem objetividade.

Ações e reações: pênaltis polêmicos

Em um raro lance ofensivo dos ingleses, já no fim do primeiro tempo, após um erro na saída de bola de Julián Alvarez, o árbitro anotou uma penalidade depois de um tranco de David Hancko nas costas de Viktor Gyokeres. O próprio sueco foi para a cobrança e abriu o marcador.

Precisando dar uma resposta à torcida após uma fraca primeira etapa, o Atlético quase soltou o grito de gol aos quatro minutos do segundo tempo. Contudo, a batida de falta de Julián Alvarez foi na rede pelo lado de fora. Em seguida, David Raya defendeu a batida de Ademola Lookman, e Gabriel Magalhães desviou o toque sutil de Antoine Griezmann.

O Atlético voltou mais incisivo e teve um pênalti a seu favor, anotado com auxílio do VAR, após toque de mão na área. Aos 10 minutos da segunda etapa, Julián Alvarez assumiu a cobrança e deixou tudo igual no placar. A virada quase veio em uma batida de Griezmann que acertou o travessão.

Vendo o adversário crescer, Mikel Arteta trocou todo seu setor ofensivo, lançando Gabriel Jesus, Bukayo Saka e Leandro Trossard de uma vez só, para tentar mudar a postura apática do Arsenal na frente. Foi Ademola Lookman, contudo, quem teve a oportunidade de virar o jogo, mas mandou nas mãos de David Raya.

Em um dia que poderia terminar de maneira desastrosa para o Atlético, David Hancko viu o árbitro anotar seu segundo pênalti “infantil” na partida, desta vez por chegar atrasado e pisar levemente no pé de Michael Olise. O VAR chamou o árbitro, e o lance acabou anulado para alívio dos espanhóis, que reclamaram muito na hora da falta inicialmente anotada.

O que esperar da partida de volta em Londres?

Os ingleses pareceram satisfeitos com o empate no Metropolitano e agora terão a torcida como combustível para buscar a vaga na decisão. Os espanhóis, por sua vez, costumam jogar bem fora de casa e confiam em quebrar a invencibilidade dos oponentes daqui a seis dias, no jogo de volta.