O Arsenal, detentor da melhor campanha na fase de classificação da Champions League com 100% de aproveitamento, assegurou sua vaga na final da competição europeia nesta terça-feira (5). Ao vencer o Atlético de Madrid por 1 a 0 e manter sua invencibilidade, a equipe inglesa se tornou a primeira finalista da edição atual, onde buscará um título inédito.
O que aconteceu
- O Arsenal confirma presença na final da Champions League, mantendo sua invencibilidade na competição após vencer o Atlético de Madrid por 1 a 0.
- Esta é a primeira vez em 20 anos que o time inglês retorna à decisão da principal competição europeia de clubes, buscando um título inédito.
- A final será em 30 de maio, na Puskas Arena, em Budapeste, com o Arsenal aguardando o vencedor entre Paris Saint-Germain e Bayern de Munique.
A última vez que o Arsenal disputou a decisão da Champions foi em 2006, quando enfrentou o Barcelona e sofreu uma dura derrota de virada por 2 a 1. Naquela ocasião, diante de quase 80 mil pessoas no Estádio de Saint-Denis, na França, o time inglês abriu o placar com Campbell na primeira etapa.
Contudo, o Barcelona reagiu na fase final: Samuel Eto”o empatou aos 31 minutos, e logo depois, o brasileiro Belletti selou a virada, para desespero dos ingleses e celebração catalã.
A decisão da atual edição está agendada para 30 de maio, na Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria. O Arsenal aguarda agora o resultado do confronto entre o atual campeão Paris Saint-Germain ou o Bayern de Munique, que definirão a outra vaga nesta quarta-feira, na Alemanha. A equipe francesa tem vantagem, após vencer a partida de ida por 5 a 4.
O que se viu no emirates stadium?
Antes mesmo de as equipes entrarem no gramado do Emirates Stadium, a torcida do Arsenal protagonizou uma festa grandiosa com fogos de artifício. Um mosaico expressava a mensagem aos espanhóis com “over land and sea”, uma expressão inglesa que simboliza o acompanhamento e apoio irrestrito ao time. O canto alto visava intimidar o adversário.
Após o empate em 1 a 1 na Espanha, os Gunners sabiam da necessidade do apoio de sua torcida contra um rival experiente e acostumado a atuar como visitante. Apenas o triunfo garantia a vaga direta na final e mantinha vivo o sonho do título inédito.
Conforme previsto, o técnico Diego Simeone escalou os recuperados Julián Álvarez e Giuliano Simeone, que haviam sido substituídos no Metropolitano com dores, ao lado de Antoine Griezmann no ataque. Do lado inglês, o técnico Mikel Arteta optou por um setor ofensivo bastante alterado, com Leandro Trossard, o capitão Bukayo Saka e Eberechi Eze nas vagas de Martin Ødegaard, Gabriel Martinelli e Noni Madueke. Apenas Viktor Gyökeres foi mantido.
Como o arsenal garantiu a vitória?
Invicto na Champions, o Arsenal buscou protagonismo desde o apito inicial. No entanto, o plano de Simeone era contra-atacar com velocidade, e Julián Álvarez causou o primeiro susto, com a bola passando rente à trave. O argentino chegou a reclamar de uma penalidade após um lance na área. Observava-se um Atlético de Madrid mais audacioso e tranquilo em campo.
Coube ao zagueiro Gabriel Magalhães arrancar o primeiro “uh” da torcida inglesa. Se as tramas ofensivas eram inoperantes, uma batida de longa distância quase abriu o placar. A reclamação de pênalti mudou de lado após um choque de Griezmann em Trossard.
O Arsenal produzia pouco no ataque diante de uma sólida defesa espanhola, mas conseguiu a vantagem com seu capitão, Bukayo Saka, aos 44 minutos do primeiro tempo. Ele aproveitou o rebote de Jan Oblak em uma batida forte de Trossard.
Na volta do intervalo, Giuliano Simeone recebeu um lançamento longo, driblou o goleiro David Raya, mas foi atrapalhado por Gabriel Magalhães e perdeu a chance do empate para o Atlético de Madrid. O VAR chegou a analisar um possível pênalti no lance.
As estratégias iniciais se inverteram. O Arsenal, que antes propunha o jogo, passou a ter os contra-ataques a seu favor, enquanto o Atlético de Madrid já não se defendia com a mesma eficiência, obrigado a sair para o ataque em busca do empate e, consequentemente, abrindo espaços. Gyökeres, na pequena área, desperdiçou uma chance de ampliar o placar.
Simeone pedia calma aos seus comandados, confiante na igualdade que levaria a partida para a prorrogação. Contudo, a tranquilidade da primeira etapa desapareceu após o gol de Saka. Os ingleses, por sua vez, sentiam-se aliviados em campo.
O empolgado líder da Premier League montou uma sólida defesa. Embora não tenha aproveitado todas as escapadas em velocidade, soube suportar a pressão de um Atlético de Madrid modificado, já sem suas principais peças, e celebrou efusivamente o retorno à final da Champions League.