Bruna Furlan Fotos Sérgio Santoian e TV Globo/Divulgação Sucesso como o divertido Roni de Insensato Coração, Leonargo Miggiorin falou a Gente sobre o bom humor de seu personagem, homofobia, assédio, o carinho do público nas ruas e conta que depois da novela vai se dedicar ao teatro e à sua banda de rock. Confira a entrevista: Siga a Gente no Twitter! O Roni tem recebido muitos elogios. Como está o retorno do público? Não esperava tamanha repercussão! Estou muito feliz, porque vejo todo tipo de gente me aborda para elogiar, ressaltam o ato do personagem ser diferente dos que já fiz. É importante para um ator ver e sentir seu trabalho bem recebido! Como você vê o fato de um personagem homossexual estar se tornando tão popular? Acha que o público de novela está com a ?cabeça mais aberta?? Este tema já vem sendo abordado de diversas maneiras na televisão brasileira. Ao longo dos últimos anos, vimos grandes mudanças de paradigmas em relação a esta questão. A tv, como um fenômeno de massa, tem a possibilidade de explorar um diálogo com a sociedade, e o faz brilhatemente. Vemos nas novelas um reflexo da nossa cultura. É um processo dialético, onde a realidade e a ficção se influenciam mutuamente. O Roni, além de muito engraçado, é educado e não se intimida com homofobia. Que tipo de mensagem você espera passar através dele? Que pessoas como ele não precisam se omitir. Podem e devem se expressar naturalmente como querem. E que, não é pelo fato de o Roni ser um gay espalhafatoso, que ele não possa ser educado e ético.
Como foi compor o personagem? Você se inspirou/inspira em alguém para interpretá-lo? É um conjunto de elementos que ajudam a compor o personagem. Um novo bordão, um tipo de comportamento, um dado sobre moda, tudo ajuda a construir um personagem, mas, principalmente, entender qual a “cunha” do personagem, aquilo que o motiva. Fez laboratório? Fiz uma pesquisa, como sempre faço, baseada em referências culturais, como filmes, livros. Também observo pessoas que julgo parecidas, conversei com amigos “promoters” para entender seu posicionamento profissional, seus sonhos, suas dificuldades, etc. Você dá sugestões aos autores? Há alguma coisa no personagem que foi ideia sua? Não.
De onde tirou o vocabulário do Roni? Do próprio texto. Mas, como o Roni é muito contemporâneo, sempre que ouço ou leio algo novo, referente ao comportamento do Roni, procuro incluir nas cenas, sempre respeitando a obra. O publico se identifica! O que você está achando de um personagem cômico? Muito divertido! É bom passar o período da novela fazendo cenas leves e engradadas. Acho mais difícil fazer um personagem denso. Emocionalmente, dá mais trabalho. As cenas são super divertidas. Como é o clima nas gravações? Há muito respeito e comunhão. Algo fundamental pra um bom trabalho. O assédio (feminino/masculino) aumentou? Crianças, idosos, mulheres, os gays dizem que adoram o bordão do Roni. Mas sempre de uma maneira respeitosa.
