Cultura

Arqueólogos reencontram restos de oficial no sítio de Herculano


ROMA, 11 MAI (ANSA) – Os trabalhos de escavação na “antiga praia” no sítio arqueológico de Herculano, na Itália, recomeçaram nesta semana e, já no início dos trabalhos, os restos de um oficial da frota marítima foram reencontrados.   

Os arqueólogos voltaram à área que começou a ser escavada na década de 1980, quando foram achados cerca de 300 esqueletos no local. Porém, os trabalhos foram paralisados e estão sendo retomados agora.   

“Pode ser o oficial da frota marítima que participava da missão de salvamento lançada por Plínio, O Velho, para socorrer as populações dos centros e das vilas afetadas nessa área do Golfo de Nápoles”, destaca o diretor do parque, Francesco Sirano, à ANSA.   

Sirano refere-se ao naturalista romano que era almirante em Miseno e que faleceu ao observar a erupção do próprio Vesúvio.   

No entanto, ele foi o responsável por lançar missões para tentar salvar os moradores tanto de Herculano como de Pompeia, segundo relatam os historiadores.   

O oficial e os demais 300 moradores tentaram em vão escapar da fúria do vulcão na praia, mas os fluxos piroclásticos – que chegaram a cerca de 100km/h – sufocaram todos que estavam no local.   

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A missão agora tentará dar uma “identidade” aos cadáveres o que, no caso do suposto oficial de Plínio, foi identificada graças à conservação da armadura e dos instrumentos de trabalho, como uma espécie de faca típica de defesa, com cabo de marfim, e um cinturão banhado em prata e ouro.   

Ao lado do esqueleto, um pequeno saco com 12 moedas de prata e de ouro, o valor que correspondia ao pagamento semanal de um oficial do tipo. As análises dos ossos mostram ainda que o homem tinha entre 40 e 45 anos, porte físico e boa saúde.   

A “antiga praia” corresponde a uma área de dois mil metros e está sendo escavada após os especialistas conseguirem conter a água do mar. A região estava a quatro metros de profundidade e, agora, a ideia é que volte a ser como em 79 d.C. O trabalho foi anunciado em janeiro desse ano e deve durar dois anos e meio.   

Os arqueólogos querem que a faixa de areia também fiquem como era naquela época, permitindo passeios a pé pela orla, em um percurso inédito para a atual geração até a Villa dei Papiri.   

Com isso, as duas áreas da antiga Herculano voltarão a ser conectadas como no passado. (ANSA).   

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