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Argentinas manifestam-se pela legalização do aborto, em meio a pandemia

Argentinas manifestam-se pela legalização do aborto, em meio a pandemia

Mulheres se reúnem em frente ao Congresso argentino para pedir a legalização do aborto - AFP

Dezenas de mulheres lembraram nesta quinta-feira, em frente ao Congresso argentino, o 15º aniversário do primeiro projeto de aborto legal e gratuito, com seus típicos lenços verdes, alguns usados como máscaras, e respeitando o distanciamento social devido à pandemia do novo coronavírus.

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O “pañuelazo” verde teve seu epicentro nas ruas de Buenos Aires, mas milhares de ativistas de organizações de mulheres e feministas participaram remotamente, pelas redes sociais, com mensagens, manifestações virtuais e música.

Cartazes pedindo “Aborto legal já!” foram abertos em frente ao Congresso, enquanto as militantes confiavam em uma rápida entrada em cena da nova lei, que o presidente peronista Alberto Fernández prometeu enviar em seu discurso na Assembléia Legislativa no último dia 1º de março.

A primeira vez que um grupo de pioneiras apresentou a iniciativa ao Congresso foi em 28 de maio de 2005. O movimento foi crescendo, até atingir seu apogeu com mobilizações em massa e forte apoio nas pesquisas em 2018.

Há dois anos, foi debatida pela primeira vez a lei, aprovada na Câmara dos Deputados, mas que naufragou no Senado frente à pressão de Igreja Católica e entidades evangelistas, no país natal do Papa Francisco.

“Enviaremos uma lei que legalize o aborto no início da gestação e permita às mulheres terem acesso ao sistema de saúde quando tomarem a decisão de abortar”, prometeu Alberto Fernández em 1º de março.

A pandemia do novo coronavírus paralisou, em seguida, a atividade parlamentar, que foi retomada com sessões remotas e limitadas a medidas sanitárias e de ajuda socioeconômica.

A Interrupção Legal da Gestação na Argentina é autorizada apenas em casos de estupro ou risco de vida para a mulher. Milhares de abortos são praticados anualmente de forma clandestina, resultando em dezenas de mortes, segundo organizações feministas.

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