Dados da pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 25 e 27 de fevereiro, mostram que 61% dos entrevistados que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.824) aprovam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 36% desaprovam. Já entre as pessoas que recebem mais de cinco salários mínimos (R$ 7.060), 54% não aprovam a atual gestão, enquanto 44% aprovam.

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O levantamento, ao qual a ISTOÉ teve acesso, aponta que a aprovação do governo caiu de 54% para 51% em dois meses. Isso se deu por causa da avaliação negativa da economia e dos evangélicos.

Já a desaprovação em relação ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu de 43% para 46% desde dezembro de 2023. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa entrevistou pessoalmente 2 mil pessoas com 16 anos ou mais, por todo território nacional.

A avaliação positiva ficou estável, enquanto a negativa subiu. Ao todo, 35% dos entrevistados classificam o governo de forma positiva, contra 36% no último levantamento. Os entrevistados que consideram a gestão Lula negativa passou de 29% para 34%, enquanto 28% avaliaram como regular.

Por outro lado, para 47% dos entrevistados o atual governo está melhor do que a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o percentual é o mesmo da última pesquisa. Os que consideram o governo Lula pior que o anterior somaram 38%, e 11% acham as duas gestões iguais.

Discurso sobre Israel

Entre os entrevistados, 60% avaliam que o presidente exagerou ao ter comparado a atual guerra entre Israel e o grupo islâmico Hamas, na Faixa de Gaza, com o Holocausto nazista. Para 28%, no entanto, Lula não se excedeu.

A maior desaprovação está entre os eleitores de Bolsonaro e evangélicos. Entre os bolsonaristas, 85% afirmaram que Lula exagerou na comparação, enquanto 9% não viram excessos. Já com os eleitores do petista o percentual ficou 43% e 45%, respectivamente.

No grupo dos evangélicos, 69% desaprovam as falas do presidente.

Economia

Em dezembro do ano passado, 31% dos entrevistados classificaram que a economia piorou no último ano. Na atual pesquisa, o percentual subiu para 38%. Os que acreditam que a economia ficou do mesmo jeito variaram de 33% para 34%, enquanto 26% afirmaram terem sentido alguma melhora.

Em relação aos alimentos, 73% dos entrevistados afirmaram que sentiram uma alta nos preços, contra 48% da última pesquisa. Já os que sentiram alta nas contas passaram de 58% para 63, e no preço dos combustíveis, de 36% para 51%.