Agronegócio

Aprosoja se desliga da Abag apontando diferenças de interesses e objetivos

São Paulo, 30 – A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) anunciou a saída da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), citando descontentamento com a forma como a Abag vem representando o setor produtivo. Consultada, a Abag informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

A decisão foi informada em requerimento de desligamento enviado à Abag em 25 de setembro. “Destacamos que a decisão se deu em razão de entendimento de não mais serem convergentes os interesses e objetivos da Aprosoja Brasil e esta entidade”, aponta o documento, assinado pelo presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira. Como os diretores da Abag são escolhidos entre os associados mantenedores, Pereira, que participava do Conselho Diretor da associação, também comunicou a renúncia a seu cargo de diretor.

Pereira disse que a Abag tem vários outros membros que não são representantes de produtores, como empresas de insumos e bancos. Na avaliação do setor produtivo, muitos posicionamentos da entidade, principalmente em questões relacionadas à sustentabilidade, prejudicavam a imagem do produtor brasileiro e do País. “Tentamos várias vezes com a diretoria que olhasse para o Brasil que produz e protege. Temos problemas, sim, mas muito pequenos e precisamos resolvê-los, e não estampar esses problemas, colocar isso como o principal e levar o Brasil a ter uma imagem ruim. Somos os que mais protegem e eles conseguiram, sendo uma associação que se diz representante do agronegócio brasileiro, levar a uma imagem totalmente distorcida.”

A decisão foi tomada em assembleia das Aprosojas estaduais. Para Pereira, produtor brasileiro se sente melhor representado fora da associação, pois se deparava com empresas exigindo medidas que vão além das exigências do Código Florestal. “Temos que separar joio do trigo. Se estiverem querendo pagar pelos serviços ambientais já prestados, que são as reservas legais, seria muito interessante, mas nunca fizeram isso”, disse. A ideia agora é fortalecer o diálogo com entidades que buscam resolver os problemas na agricultura “sem fazer lobby, com responsabilidade”, segundo Pereira, citando o Instituto Pensar Agro (IPA), a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) e a Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho).

A ideia não é criar uma nova associação. Os produtores se consideram bem representados a nível intersetorial pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “A entidade que representa todas as cadeias pulverizadas é a CNA. Aí por cadeias produtivas tem Aprosoja, Abrapa e Abramilho etc.”

Consultado, o presidente da Abag, Marcello Brito, disse que a entidade não vai comentar a saída da Aprosoja Brasil.

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