Apreensões de cocaína na França aumentaram 49% em 2025

As alfândegas francesas apreenderam cerca de 109 toneladas de entorpecentes em 2025, das quais mais de 31 toneladas de cocaína, um aumento de 49% em relação a 2024, segundo o balanço anual apresentado nesta quinta-feira (19).

No total, o valor econômico das apreensões de entorpecentes ascende a quase 2,2 bilhões de euros (cerca de 14,2 bilhões de reais na cotação da época) em 2025, um aumento de 78% comparado a 2024.

O número inclui mais de 1,5 bilhão de euros (9,2 bilhões de reais) de cocaína, segundo o balanço anual apresentado nesta quinta-feira.

“A pressão exercida pelos fluxos de drogas está se intensificando em determinados territórios especialmente expostos, em particular na zona das Antilhas-Guiana francesa e na fronteira espanhola, que se tornaram estratégicas para as organizações criminosas”, ressaltam as alfândegas, que também citam o porto de Le Havre e seus três terminais de contêineres como “a principal porta de entrada da cocaína” na França metropolitana.

O presidente da República, Emmanuel Macron, solicitou ao governo, no final de janeiro, “um plano em massa para as alfândegas, a fim de fortalecer nossa atuação no combate ao narcotráfico em portos e aeroportos”, questão crucial a poucas semanas das eleições municipais na França, considerando necessário “mudar de escala”.

No ano passado, os serviços aduaneiros também apreenderam mais de 20 milhões de artigos falsificados pelo terceiro ano consecutivo, número que não ultrapassava os 12 milhões em 2022.

Além de drogas e produtos falsificados, os agentes apreenderam mais de 547 toneladas de tabaco de contrabando em todo o território em 2025, frente a mais de 488 toneladas em 2024 (+12%).

Este tráfego representa vários bilhões de dólares em “prejuízo fiscal” para as finanças públicas todos os anos, enquanto a alfândega francesa reivindica uma contribuição de 44,83 bilhões de dólares (aproximadamente 234,6 bilhões de reais) para as receitas do Estado e da União Europeia.

No âmbito das armas, as apreensões também são significativas, com mais de mil armas de fogo (+20%), entre elas cerca de 96 armas de guerra.

As alfândegas alertam sobre as “armas fantasmas”, armas de fogo sem número de série e impossíveis de rastrear, montadas a partir de componentes comprados em kits ou fabricadas com impressoras 3D, consideradas “uma ameaça crescente à segurança pública”.

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