Após venda nos EUA, TikTok é acusado de censura pró-Trump

WASHINGTON, 27 JAN (ANSA) – O governador da Califórnia, Gavin Newsom, abriu uma investigação sobre o TikTok após usuários relatarem censuras na plataforma de conteúdo crítico ao presidente Donald Trump em relação aos incidentes de Minneapolis.   

“É hora de investigar”, escreveu Newsom na plataforma Threads. “Estou iniciando uma investigação para determinar se o TikTok viola a lei estadual ao censurar conteúdo crítico a Trump”, acrescentou o governador democrata.   

Usuários do TikTok que tentaram postar vídeos sobre a morte violenta de Alex Pretti por agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) ocorrida no sábado (24), encontraram dificuldades como bloqueios de publicação, visualizações abaixo do esperado ou vídeos sujeitos à moderação.   

O jornalista David Leavitt relatou em sua conta no X que “o TikTok começou a censurar conteúdo anti-Trump e anti-ICE”.   

Para sustentar suas acusações, ele compartilhou uma captura de tela de vídeos em seu perfil que haviam sido sinalizados como “inadequados para recomendação” pelo TikTok. O material divulgado no X mostrava manifestantes ou o presidente Trump e acumulou mais de 2 milhões de visualizações.   

O mesmo ocorreu com a artista Billie Eilish, que também publicou uma mensagem no Instagram alegando que o TikTok estava censurando conteúdo relacionado ao ICE.   

Com 200 milhões de usuários nos EUA, o TikTok está oficialmente sob controle americano após Trump conseguir criar uma joint venture da plataforma no país. (ANSA).