Após Trump falar em negociações de paz, Irã volta a atacar Israel

Após Trump falar em negociações de paz, Irã volta a atacar Israel

"EdifíciosForças americanas afirmam que já afundaram ou danificaram mais de 100 embarcações iranianas. Trump anuncia negociações, mas Irã nega conversas. Acompanhe os desdobramentos do conflito.

Curdos iraquianos acusam Irã por ataque aéreo que matou seis

Irã lança série de mísseis contra Israel

Irã anuncia ex-chefe da Guarda Revolucionária como substituto de Larijani

Trump anuncia pausa em ataques a centrais de energia do Irã e anuncia negociações, mas regime nega conversas

EUA afirmam que já atacaram mais de 9 mil alvos no Irã desde o início da guerra

Israel afirma ter iniciado amplos ataques no oeste do Irã, e suas forças armadas se planejam para mais seis semanas de guerra.

Irã lança ataques contra cidades israelenses perto de complexo nuclear e contra base americana no Oceano Indico.

ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

Presidente da Alemanha diz que guerra no Irã viola direito internacional
O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, chamou a guerra travada pelos EUA e Israel contra o Irã de uma violação do direito internacional.

"Nossa política externa não se torna mais convincente se não chamarmos violações do direito internacional de violações do direito internacional", disse Steinmeier em Berlim, em discurso que marcou o 75º aniversário de restabelecimento do Ministério do Exterior da Alemanha.

"Esta guerra é uma violação do direito internacional – não há dúvidas sobre isso", afirmou.

Com essa declaração, Steinmeier adotou um tom diferente do governo alemão, liderado pelo chanceler federal Friedrich Merz, que tem evitado classificar a guerra como uma violação do direito internacional.

O presidente alemão criticou duramente a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, e do governo israelense de declarar guerra ao Irã. Para ele, a guerra é "um erro politicamente fatal e – o que mais me frustra – uma guerra evitável e desnecessária se seu objetivo era realmente impedir o Irã de obter uma bomba nuclear".

Ele fez menção ao acordo nuclear internacional com o Irã em 2015, que visava acabar com o programa nuclear do país. "Nunca estivemos tão longe de o Irã adquirir armas nucleares como estávamos naquela época", disse Steinmeier.

No entanto, Trump fez o acordo fracassar. "No segundo ano de seu primeiro mandato, o presidente Trump retirou-se do acordo; agora, em seu segundo mandato, ele está declarando guerra" sem que houvesse uma ameaça concreta do Irã aos EUA.

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as (AFP)

Investidores apostaram milhões minutos antes de anúncio de Trump sobre Irã
Milhares de contratos de petróleo — um volume superior ao normal — foram negociados na segunda-feira (23/03) 15 minutos antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que estava suspendendo ataques à infraestrutura energética iraniana, um anúncio que foi seguido de uma queda acentuada nos preços.

Entre as 10h49 e as 10h50 GMT de segunda-feira, os volumes de negociação de petróleo dispararam para cerca de US$ 580 milhões, de acordo com o jornal Financial Times. A rede Bloomberg estimou esse valor em US$ 650 milhões.

Durante esses dois minutos, pelo menos seis milhões de barris de petróleo Brent e West Texas Intermediate foram negociados, muito acima da média de cerca de 700 mil barris registrada em horários semelhantes nos cinco dias anteriores, informou a Bloomberg.

Cerca de 15 minutos depois, Trump recuou em sua ameaça de atacar instalações de energia, citando negociações "muito boas" para encerrar a guerra, o que fez os preços do petróleo bruto despencarem mais de 14%.

Os operadores que apostaram na queda dos preços antes do anúncio provavelmente lucraram com a repentina reviravolta de Trump, levando alguns analistas a questionar se alguns participantes do mercado teriam agido com base em informações privilegiadas.

"O que se destaca aqui não é apenas o volume das negociações, mas o momento", disse Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, à agência AFP.

"Os traders não são clarividentes. Quando o posicionamento muda minutos antes de uma notícia que move o mercado, isso geralmente significa que alguém está agindo com base em… informações antes da notícia ser divulgada", acrescentou.

jps (AFP)

Ministro diz que Israel controlará área libanesa até rio Litani
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (24/03) que as Forças Armadas de seu país controlarão as pontes restantes sobre o rio Litani, bem como a área do sul do Líbano que se estende até ele.

Katz disse que as cinco pontes "utilizadas pelo Hezbollah" sobre o rio Litani foram detonadas e acrescentou que as Forças Armadas controlarão as pontes restantes e a zona de segurança até o Litani.

O ministro não detalhou se o controle será temporário ou por quanto tempo se estenderá.

Ele reiterou que "centenas de milhares de residentes" expulsos do sul do Líbano pelos bombardeios israelenses não retornarão às suas casas até que Israel garanta a segurança de seus cidadãos.

"O princípio é claro: se houver terrorismo e mísseis, nem casas nem residentes", alertou Katz, que dias atrás disse que toda estrutura próxima à fronteira será destruída nos moldes de Beit Hanoun e Rafah (duas cidades da Faixa de Gaza destruídas praticamente em sua totalidade e ainda ocupadas militarmente).

A "zona de segurança" do Líbano cobre uma distância extensa entre a Linha Azul (a divisória de fato entre ambos os países) e o rio Litani, da qual Israel forçou o deslocamento da população e onde suas tropas operam contra a infraestrutura do Hezbollah.

A ONU estabeleceu que toda essa área deve ser uma zona desmilitarizada, exceto para a sua missão Finul e o Exército libanês.

Cerca de 1.040 pessoas morreram (entre elas 118 crianças) e cerca de 2.900 ficaram feridas no Líbano desde o início das hostilidades entre o Hezbollah e Israel, em 2 de março, no âmbito da ofensiva contra o Irã.

jps/as (Efe)

Irã nega ter atacado com mísseis base militar de EUA no Oceano Índico
O Irã negou nesta segunda-feira ter atacado com mísseis uma base militar conjunta de Estados Unidos e Reino Unido na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, classificou na rede X como "desinformação de Israel" as acusações sobre a suposta autoria do Irã em relação a esse ataque ocorrido na semana passada.

Baghaei citou uma notícia da rede de televisão catariana Al Jazeera com declarações do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, de que não era possível confirmar o anúncio de Israel de que os projéteis utilizados eram mísseis balísticos intercontinentais iranianos.

"Que inclusive o secretário-geral da Otan se negue a respaldar a desinformação mais recente de Israel é muito significativo: o mundo está completamente cansado dessas histórias desacreditadas de 'bandeira falsa", escreveu o porta-voz.

Dois mísseis balísticos de alcance intermediário foram disparados na última sexta-feira contra Diego Garcia, nas ilhas Chagos, mas nenhum atingiu a base, segundo o diário americano The Wall Street Journal.

No sábado, o Ministério da Defesa britânico condenou os ataques, lembrando que o governo do país autorizou os Estados Unidos a utilizar bases do Reino Unido apenas para operações defensivas específicas e limitadas no atual conflito.

Para o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o fato de o Reino Unido permitir o uso de suas bases equivale a "participar da agressão", por isso exigiu que Londres cesse qualquer cooperação com Washington.

A base militar conjunta em Diego Garcia está situada no maior atol do Arquipélago de Chagos, com uma posição estratégica no centro do Oceano Índico.

jps (EFE)

Irã anuncia ex-chefe da Guarda Revolucionária como substituto de Larijani
O Irã anunciou nesta terça-feira (24/03) que o ex-comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Bagher Zolghadr foi nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, em substituição a Ali Larijani, que foi morto na semana passada num ataque aéreo de Israel.

Considerado de uma ala mais linha-dura da política iraniana, Zolghadr foi vice-ministro do Interior para Assuntos de Segurança durante o governo do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, de 2005 a 2013, e chefe do Estado-Maior conjunto da Guarda Revolucionária durante oito anos e um dos responsáveis pelo grupo paramilitar islâmico Basij.

Até sua nova nomeação, ocupava o cargo de secretário do Conselho de Discernimento da Conveniência do Sistema, órgão que media conflitos entre os poderes do Estado.

Zolghadr, de 72 anos, substituirá no cargo Larijani, que foi morto na semana passada por Israel num ataque em Teerã e era considerado uma figura mais pragmática.

as (Efe)

Curdos iraquianos acusam Irã por ataque aéreo que matou seis
Seis combatentes curdos iraquianos dos peshmerga, as forças de segurança da região semiautônoma do Curdistão iraquiano, morreram e outros 30 ficaram feridos em dois ataques "com mísseis balísticos iranianos" contra suas bases nessa zona do norte do Iraque, comunicou o governo regional curdo.

Os ataques ocorreram na madrugada desta terça-feira (24/03), quando seis mísseis balísticos iranianos tiveram como alvos um quartel-general e uma força militar na região de Soran, na província de Erbil, segundo o governo regional.

Esse foi o primeiro ataque mortal contra as forças de segurança regionais desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro.

as (Efe, Reuters, AFP)

Irã lança série de mísseis contra Israel
O Irã lançou uma série de mísseis contra Israel nesta terça-feira (24/03), um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que houve negociações "muito boas e produtivas" com o objetivo de interromper a guerra.

Mísseis iranianos acionaram sirenes de alerta aéreo em Tel Aviv, a maior cidade de Israel, onde enormes buracos foram abertos num prédio de apartamentos de vários andares. Vários edifícios foram danificados e carros queimaram em Tel Aviv. Não ficou imediatamente claro se os danos foram causados por um impacto direto ou por destroços de uma interceptação. Ao menos seis pessoas ficaram feridas.

Equipes de busca e resgate também se dirigiram a vários locais no centro de Israel, segundo os militares israelenses.

Os bombeiros haviam comunicado, pouco antes, sobre dois incêndios causados pela queda de estilhaços na cidade de Rosh HaAyin, num terreno baldio, e na localidade de Netanya, também numa área ao ar livre, como consequência de um bombardeio recente.

Israel detectou também o lançamento de projéteis em direção ao norte do país, o que levou ao deslocamento de equipes de emergência para as cidades de Nesher e Haifa, onde um homem ficou levemente ferido.

Os paramédicos também chegaram à cidade de Beersheva, no sul, na manhã desta terça-feira, após terem recebido relatos de dois locais atingidos por fragmentos após um ataque iraniano, sem deixar vítimas.

as (Reuters, Efe)

EUA afirmam ter atacado mais de 9.000 alvos no Irã desde início da guerra
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirma que forças militares americanas já atacaram mais de 9.000 alvos no Irã e danificado e destruído 140 embarcações iranianas desde o início da ofensiva conjunta lançada pelo país e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar dos comentários do presidente Trump de que negociações com o Irã estariam em andamento cessar as hostilidades, o CENTCOM afirmou nesta segunda-feira que os ataques continuam.

"As forças americanas continuam a atacar agressivamente alvos militares iranianos com munições de precisão", afirmou o comando em uma publicação na rede X.

jps (ots)

Israel afirma ter atacado fábricas de armas e quartéis da Guarda Revolucionária do Irã
Israel anunciou nesta segunda-feira ter atacado o quartel-general de segurança da Guarda Revolucionária do Irã, assim como outras instalações do órgão, fábricas de armas e mísseis na capital do país islâmico na noite passada, segundo dois comunicados das Forças de Defesa de Israel (FDI).

De acordo com um dos comunicados, o ataque teve como alvo um quartel-general da Guarda Revolucionária, de onde Israel alega que o órgão coordenava as atividades de suas unidades e realizava "avaliações da situação".

O quartel-general também era responsável por dirigir os batalhões do grupo paramilitar Basij, afirmou o comunicado.

"O ataque ao quartel-general faz parte da atual fase operacional, cujo objetivo é enfraquecer ainda mais os sistemas centrais do regime terrorista iraniano e suas capacidades de segurança", acrescenta o texto.

Em outro comunicado, as FDI informaram que caças atacaram "diversos quartéis-generais e bases de organizações de segurança do regime iraniano, assim como importantes instalações de fabricação de armas".

Entre os alvos listados pelas FDI estavam uma sede da defesa aérea da Guarda Revolucionária, um grande complexo militar no centro da capital, um quartel de inteligência e o posto de comando da Força Quds, usado para coordenar e supervisionar a inteligência dessa força militar.

Além disso, segundo o comunicado, as IDF atacaram uma fábrica de mísseis de cruzeiro navais e outras fábricas e instalações de pesquisa relacionadas a eletrônica, mísseis balísticos e ogivas.

jps (EFE)

Irã nega negociações com EUA e diz apenas ter recebido apelos de outros países
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negou nesta segunda-feira "qualquer negociação" com os Estados Unidos, bem como a existência das conversações mencionadas pelo chefe de Estado americano, Donald Trump, com um dirigente iraniano não identificado.

"Não houve qualquer negociação com os Estados Unidos. Estão utilizadando informações falsas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e para sair do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram", declarou Ghalibaf numa mensagem publicada na rede X.

Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores iraniano reconheceu ter recebido "mensagens", através de "países amigos", em que é solicitada a realização de conversações formuladas pelos Estados Unidos, mas insistiu que nenhuma negociação tinha sido iniciada desde o início da guerra.

"Nos últimos dias, recebemos, por intermédio de alguns países amigos, mensagens transmitindo um pedido americano de negociações com o objetivo de pôr fim à guerra", declarou o porta-voz do ministério, Esmaïl Baghaï, citado pela agência de notícias estatal iraniana Irna.

Baghai, segundo a Irna, também "negou qualquer negociação ou discussão com os Estados Unidos nos últimos 24 dias desta guerra imposta”.

A confusão de versões ocorre após Trump anunciar pela manhã que havia decidido prolongar o prazo para Teerã reabrir o Estreito de Ormuz, afirmando que Washington vai suspender ataques a centrais elétricas iranianas durante cinco dias.

Numa mensagem publicada em maiúsculas na rede social Truth Social, Trump disse que os Estados Unidos e o Irã tiveram "conversas muito boas e produtivas", que podem levar a "uma resolução completa e total" da guerra, adiantando que as negociações vão continuar "ao longo da semana".

Trump acrescentou que a suspensão da ameaça de atacar centrais elétricas iranianas está "sujeita ao sucesso das reuniões e discussões em curso".

No entanto, o Irã negou quaisquer negociações entre Washington e Teerã, com agências de notícias próximas do regime apontando que "não há diálogo entre Teerã e Washington".

Trump insistiu, afirmando que os iranianos "estão muito interessados em chegar a um acordo" e admitiu que os EUA também gostariam de obter um consenso.

jps (Lusa, ots)

Trump cita líder interina da Venezuela como modelo para futuro governo do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta segunda-feira a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, como um modelo para a futura liderança do Irã, após afirmar que estaria negociando com o regime islâmico para pôr fim à guerra.

"Vejam a Venezuela: como tudo está funcionando bem lá. Estamos indo muito bem na Venezuela com o petróleo e com o relacionamento entre a presidente eleita (sic) e nós; e talvez encontremos alguém assim no Irã", disse o presidente a jornalistas.

Delcy sucedeu a Nicolás Maduro interinamente após a captura do ditador venezuelano em 3 de janeiro pelas forças americanas e, desde então, tem forjado uma relação próxima com Washington.

Trump opinou que já houve "uma mudança de regime muito séria" na república islâmica porque todos os seus líderes "foram eliminados" nos ataques realizados por EUA e Israel em 28 de fevereiro.

"No entanto, estamos lidando com pessoas que me parecem muito razoáveis ​​e muito sólidas. Quem está dentro do país sabe quem são. São muito respeitados, e talvez um deles se revele exatamente o que procuramos", acrescentou.

Trump anunciou nesta segunda-feira na plataforma Truth Social que seu país teria iniciado negociações com o Irã para pôr fim à guerra e que ordenou às Forças Armadas que suspendam os ataques à infraestrutura energética iraniana por cinco dias.

O presidente americano disse posteriormente a jornalistas no Aeroporto de Palm Beach, na Flórida, onde passou o fim de semana, que as negociações são com um político iraniano "respeitado", que não é o líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra.

Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã nega qualquer conversa ou negociação com Trump.

jps (EFE)

Irã nega conversas com EUA
Após o presidente Donald Trump declarar publicamente que conversas "muito boas e produtivas" com o Irã haviam levado a Casa Branca a adiar um ataque contra infraestruturas de energia, o regime de Teerã rejeitou a afirmação.

A agência de notícias iraniana Mehr, citando o Ministério das Relações Exteriores do país, afirmou que "Não há negociações entre Teerã e Washington".

"A República Islâmica do Irã mantém sua posição de rejeitar qualquer tipo de negociação antes de alcançar os objetivos do Irã nesta guerra", acrescentou o ministério.

jps (DW)

China alerta para "situação incontrolável" no Oriente Médio
O governo da China alertou nesta segunda-feira que a situação no Oriente Médio corre o risco de sair do controle, após a troca de ameaças entre os EUA e Irã, com a sinalização que os dois países estão dispostos a ampliar ataques contra infraestruturas energéticas.

"Se a guerra se expandir ainda mais e a situação se deteriorar novamente, toda a região poderá mergulhar em uma situação incontrolável", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, a repórteres em Pequim.

"O uso da força só levará a um ciclo vicioso", acrescentou ele.

A China depende do petróleo iraniano e é parceira de Teerã. No entanto, os chineses deixaram claro que "não concorda" com a estratégia do regime iraniano de atacar países vizinhos do Golfo em resposta à ofensiva dos EUA e de Israel.

No início deste mês, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, disse que a guerra "nunca deveria ter acontecido" e pediu o fim das hostilidades. Pequim tem repetido os apelos por um cessar-fogo ao longo de todo o conflito, já que a guerra vem ameaçando o abastecimento global de petróleo, inclusive para a China.

Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA tiveram conversas boas e produtivas com o Irã e que ele ordenará que os militares adiem por cinco dias qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.

A decisão de Trump veio após uma ameaça do Irã de atacar usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem bases dos EUA em toda a região do Golfo, caso os EUA mirassem na rede de energia iraniana. As conversas com o Irã continuarão ao longo da semana, disse Trump em uma postagem nas redes sociais.

jps (DW, ots)

Cisjordânia tem fim de semana marcado por ataques de colonos israelenses
Mais de uma dezena de palestinos ficaram feridos no fim de semana em ataques de colonos israelenses a várias localidades palestinas da Cisjordânia ocupada, onde foram incendiados casas e carros.

Os ataques foram registrados em localidades como Fandaquimiya, a sudoeste de Jenim, e Jalud, onde também houve o registo de mesquitas vandalizadas.

A organização humanitária Crescente Vermelho também relatou pelo menos, três pessoas ficaram feridas e vários veículos foram destruídos durante ataques noturnos em Jalud e Qaryout, na região de Nablus.

A organização afirmou que mais tarde atendeu outras dez pessoas agredidas por colonos em Deir al-Hatab.

Por sua vez, o exército de Israelconfirmou os incidentes e afirmou que "as forças de segurança condenam qualquer forma de violência e continuarão a atuar para manter a segurança dos residentes e a ordem pública na região".

As autoridades de Israel acrescentaram que forças militares e da polícia de fronteira foram mobilizadas para várias localidades após relatos de incêndios e distúrbios provocados por civis israelenses.

A violência eclodiu após um incidente no sábado, quando um veículo palestino colidiu com um carro conduzido por um colono israelense, provocando a morte deste último. Ainda não está claro se o episódio foi um acidente ou ataque, segundo a polícia israelense.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram dezenas de colonos tomando as ruas de aldeias palestinas durante a noite, gritando e incendiando propriedade de palestinos, num contexto de aumento de ataques na Cisjordânia ocupada.

De acordo com autoridades palestinas, seis pessoas foram mortas por colonos desde 2 de março.

Apenas nos primeiros quatro dias de guerra, foram documentados pelo menos 50 casos de violência por parte de colonos em 37 comunidades palestinas diferentes, segundo a ONG israelense Yesh Din.

Além disso, há apenas uma semana, a Polícia de Israel reconheceu que seus agentes mataram quatro membros de uma família palestina, dois deles crianças, ao abrir fogo contra o carro da família.

Mais de 500.000 colonos israelenses vivem na Cisjordânia, entre cerca de três milhões de palestinos, em territórios ocupados desde 1967.

Jps (Lusa, EFE)

Israel anuncia nova onda de bombardeios no "coração de Teerã"
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta segunda-feira uma nova onda de bombardeios contra "o coração de Teerã", a capital iraniana.

"As FDI estão realizando ataques contra alvos do regime terrorista iraniano no centro de Teerã", afirma um comunicado militar, sem fornecer mais detalhes.

O anúncio foi publicado apenas uma hora depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que havia ordenado ao seu Departamento de Guerra que adiasse por cinco dias os ataques militares contra usinas elétricas e infraestrutura energética iranianas.

O líder americano assinalou na plataforma Truth Social que essa medida se deve ao fato de os dois países terem realizado, nos últimos dois dias, "conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total" de suas hostilidades no Oriente Médio.

O Irã ainda não se pronunciou sobre essas alegações de Trump, assim como o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

No domingo passado, Netanyahu afirmou durante uma visita à cidade de Arad, no sul do país, após o impacto de um míssil iraniano, que Israel está "esmagando o inimigo" e "vencendo a batalha" contra o Irã. Ao mesmo tempo, convocou outros países a se unirem a essa ofensiva que, segundo estimativas das FDI, durará ainda várias semanas.

Em Israel, 15 pessoas morreram por causa de mísseis iranianos e mais quatro mulheres na Cisjordânia ocupada, enquanto no Irã, somente na primeira semana da ofensiva, mais de 1.200 perderam a vida, segundo o último número oficial divulgado pelas autoridades.

jps (EFE)